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3249 Palavras
Phelipe Santarém Na manhã do dia vinte e cinco, acordo com o Matheus me chamando para abrir os presentes, ontem assim que ele dormiu, eu vim embora pra minha casa, não quis nem saber de fazer sala para pessoas que eu não tinha convidado, minha mãe ficou p**a e me chamou de m*l educado mas eu caguei pra isso, se o plano dela e da Fernanda era me fazer brigar com a Bruna infelizmente funcionou, ela ficou bem irritada com a situação, mas depois de eu explicar as paradas lá no insta e postar nossa foto, ela me mandou um áudio agradecendo por isso, e dizendo que ficou mais tranquila. Os caras estão me mandando mensagem desde ontem, enchendo meu saco por já estar namorando de novo, fiquei solteiro pouco tempo da minha vida, namorei uma menina na escola, outra na faculdade, depois conheci a Fernanda, e após sete anos juntos, fiquei solteiro só por mais um ano, agora já quero me amarrar de novo, é f**a, acostumei em sempre ter alguém, e a vida na bagaceira as vezes cansa. Eu achava que não queria compromisso com ninguém tão cedo, estava certo disso, mas quando uma pessoa massa aparece, não tem porque deixar passar. E eu tenho certeza que se a minha relação com a Bruna continuar assim, eu não fico solteiro nunca mais. Nossa vibe é muito igual, nosso jeito de resolver as situações, nosso sexo, conversas e intimidade.. tá bom pra c*****o tudo, e sei que isso é questão de começo também, mas já da pra sentir muita coisa. O jeito que ela trata o Matheus, o quanto cuida e gosta dele me ganhou demais, eu preciso de alguém que ame o meu filho, porque se não, não serve pra mim. E quando mais conheço a Bruna mais sei que estou me apaixonando e construindo algo com ela, não quero rotular nada, vou deixar rolar, eu sei que minha vida é louca, e preciso ver se ela vai dar conta antes de me entregar completamente, porque minha bagagem é grande, filho, mãe, ex.. - Papai eu quero abrir esse primeiro! - O Matheus fala tirando um presente debaixo da árvore. - Vou ligar pra tia Bruna, porque ela que te deu esse tá? - Explico com o celular já chamando em vídeo. Ela me atende com uma cara inchada de sono e eu sorrio. - Tá bem linda? A noite rendeu em! - Sorrio, ela nem tirou a maquiagem, está toda borrada. Nós combinamos de abrir juntos os presentes, e eu avisei que ligaria hoje de manhã, ela só deve ter acordado por isso. - Bom dia! - Fala rouca e sorri de canto. - Bomm dia meu amor! - Ela fala agora para o Matheus quando ele aparece ao meu lado. - p***a, essa empolgação pra mim tá em falta né? - Reclamo e ela sorri entrando no banheiro, posiciona o celular na pia e começa a escovar os dentes. - Não xinga na frente dele Ph, já te falei! - Ela reclama falando com a escova na boca. - Tá, foi m*l! - Falo e o Matheus começa a abrir o presente. Viro a câmera pra ela ver. A Bruna tinha começado a me chamar de amor também, mas desde ontem parou, deve estar meio assim comigo ainda.. - Um Dinossauro! - Falo quando o Matheus termina de rasgar a caixa grande. - Papai é o Velociraptor! E o T-Rex! - Ele grita e pula todo animado com o presente. Eu não sabia que ele estava nessa fase agora, meu presente ainda tem a ver com outro desenho que ele estava assistindo semana passada. A Bruna prestou atenção no que ele realmente iria gostar de ganhar de natal e está sorrindo muito da reação dele. - Como que fala pra tia Matheus? - Cobro ele. - Obrigada titia! Te amo! - Ele fala ainda olhando para o dinossauro e tirando os outros da caixa. - De nada meu amor. Que bom que gostou! Também Te amo! - Ela sorri já com o rosto limpo e seco, deitada em sua cama. Falo para o a Matheus abrir o presente que dei pra ele e em seguida o que sua avó e mãe deram. Mais tarde vou pedir pra ele colocar em uma caixa os brinquedos que estão aqui na minha casa, que ele já não usa tanto para doar, quero ensinar ele desde cedo isso. - Nossa vez? - Pergunto pra Bruna, ela balança a cabeça que sim, e pede pra eu começar. Pego a caixa que ela deixou comigo antes de ontem e começo a abrir, tem uma caixinha menor dentro, ela é preta de camurça e quando abro vejo uma pulseira fina, ela é prata e os fios são trançados, é muito bonita e eu gosto pra caramba de pulseira assim, não vou tirar do braço, ainda mais vindo dela, vai ter um significado especial. Assim como vejo que ela nunca tira o colar de lua que dei, as vezes coloca outros colares juntos, mas sempre mantém ele. - Adorei! - Falo olhando pra pulseira. - Não precisava gastar tanto comigo. - Falo porque conheço a marca que está na caixa, realmente ela não precisava ter se preocupado. - Tem mais uma coisa no fim da caixa. - Ela fala parecendo envergonhada. Olho de novo e vejo uma foto nossa, eu, ela e o Matheus fazendo careta, estávamos no drive do Mc morrendo de fome, foi a primeira vez que ela me chamou de amor. Com certeza vou guardar essa foto em um lugar especial. Percebo algumas palavras atrás da foto e leio. No meio da foto estava escrito à mão: Que sempre tenha caretas, sorrisos, carinho e muito amor em nossas vidas! Feliz natal ♥️ E no fim da foto uma legenda: Dia especial com meus meninos! 17/12 - Esse dia foi demais! - Sorrio. - Obrigada amor! - Falo e ela me olha toda boba. - Coloca pra eu ver como fica, vou abrindo aqui. - Ela fala pegando a caixa grande que entreguei pra ela antes de ontem, ela me questionou o tamanho, mas expliquei que tinha presente meu, do Matheus e da Paloma. Sim, minha irmã fez questão de mandar um presente para a minha "namorada" que afrontou nossa mãe, e as duas vão se dar muito bem, palavras dela. Eu nem imagino o que a dona Laura achou da Bruna só pelo fato dela não ter se intimidado por ela, não ter abaixado a cabeça e nem ter saído correndo de medo, sorrio lembrando. A Paloma não suporta a Fernanda por viver puxando o saco da nossa mãe, e sempre foi assim.. - Oh meu Deus o Caribe! - Ela fala com a mão na boca. Uma vez ela me disse que compra duas caixas de bombom só pra comer mais de um Caribe, esse é o pior chocolate que já inventaram, mas ela disse que é o seu preferido, foi difícil pra c*****o de achar, mas consegui colocar vários dentro da caixa e seus olhos estão brilhando olhando pra eles. - Eu amei muito amor, obrigada! - Fala quase chorando e eu gargalho da cena. - Se eu soubesse tinha comprado só o chocolate então! - Falo e ela sorri. - Como eu saí do "não quero presente" pra "ganhei três presentes" ? - Ela fala fazendo aspas e tentando abrir os outros. - Abre logo aí.. - Falo prendendo a pulseira no pulso, sei que ela vai reclamar muito, mas agora é sem volta. - Oh meu.. isso aqui.. não Ph, não vou aceitar isso! - Ela começa a surtar e eu fico sorrindo com o Matheus. - Olha filho, a sua tia tá dizendo que não gostou do presente que você escolheu! - Brinco e ela faz cara de brava. - Não é isso theus! Eu adorei tá? - Ela fala e eu gargalho. - O seu celular já estava perdendo a atualização, só quis dar uma coisa útil! - Falo e ela me encara brava. - Não vai me agradecer? - Provoco. - Obrigada, de verdade! Mas nós ainda vamos conversar sobre isso! - Ela fala séria. - Tô com medo de abrir os outros Ph! - Ela fala me olhando sem mexer na caixa. - Para de me chamar de Ph! - Reclamo e ela sorri. - Mas é o seu nome! - Fala rindo da minha cara. - Pra você é amor, já disse! - Falo e ela sorri pegando o presente que o Matheus escolheu. É uma pulseira que tem alguns pingentes pendurados, e ele escolheu a maioria, eu só fiz questão do que tem o símbolo da psicologia, e um de sereia que achei bonito. - Eu to apaixonada! - Ela fala olhando um por um. - Lindo? Obrigada viu? Eu amei! - Ela fala pro Matheus e ele sorri, depois volta sua atenção aos dinossauros. - Ainda não entendo por que sua irmã me mandou um presente. - Ela fala desembrulhando o último. - Ela é assim, você vai entender quando conhecer ela melhor. - Falo e ela sorri. Quando abre a caixa em veludo verde, sua boca e seus olhos abrem em surpresa. - Vocês são loucos? - Ela fala balançando a cabeça. - Ela trouxe de fora, não foi nada. - Tento amenizar a situação. - Essa bolsa é o preço de um carro, assim como o celular! Não vou aceitar! - Ela passa mais algum tempo reclamando, até que eu mudo de assunto. Depois vou tentar convencer ela a aceitar melhor. Quando ela sai do quarto eu peço pra desejar feliz natal aos seus avós. Eles são gente boa demais, conversamos por um tempo até o celular ir de novo pra mão da Bruna. - Que dia você volta? - Pergunto já sentindo falta dela. - Só na segunda! - Ela explica. Hoje ainda é sábado, vai demorar. A gente se despede e eu vou arrumar o Matheus pra levar ele até a casa da Fernanda, combinamos que eu ficaria a véspera e ela o dia de natal com ele. * Hoje é terça feira e o meu ultimo dia de trabalho antes do recesso que vou tirar, esse mês é bem movimentado na empresa, por isso prefiro deixar para tirar férias sempre em janeiro. Estou assinando alguns contratos e a minha assistente liga informando que tenho uma ligação da Sarah. Ela é uma amiga, que conheci através da Fernanda a alguns anos, soube que ela abriu uma clinica com varias especialidades incluindo psicologia. Então mandei o currículo da Bruna pra ela a algumas semanas atrás, estava aguardando sua resposta. - Pode transferir! - Falo para a minha assistente. - Oi Sarah! Como vai? - Ela me cumprimenta e em seguida vai direto ao assunto. - Phelipe eu sinto muito, mas não vou poder contratar a psicologa que me indicou, houve conflito de interesses com a Raquel. - Ela explica se referindo a sua sócia, que é a amiga da Fernanda que nos apresentou. - Como assim? - Pergunto já imaginando. - Olha, sei que a Raquel vai odiar isso, mas eu achei uma completa falta de ética e profissionalismo da parte dela em concordar com o que a Fernanda fez, sabe? Por isso te liguei pra explicar o motivo de não poder contratar a pessoa que me indicou. - O que a Fernanda fez dessa vez? - Pergunto. - Ela exigiu que a Raquel não a contratasse, alegando que a psicologa em questão seja inapta ao cargo, além de chamar ela de péssima profissional e sem caráter. - A Sarah fala me deixando chocado. - E o pior de tudo é que as duas repassaram essas informações duvidosas para a maioria das clinicas aqui de São Paulo, onde a Fernanda tem muitos contatos e influência sobre eles. Eu sinto muito Phelipe, não conheço essa moça, mas pelo seu currículo vejo que não tem nem experiência ainda pra se mostrar uma boa ou r**m psicologa. Mas conheço bem a Fernanda, e sei que ela está usando uma questão pessoal para destruir a carreira profissional de alguém que nem mesmo ingressou no mercado de trabalho, por isso achei um absurdo. Acompanho as redes e sei que se trata da sua namorada, e a Raquel sabia bem disso quando agiu de má fé com a Fernanda. - A Sarah me explica todo o motivo da Bruna não ter conseguido trabalho ainda, meu sangue ferve de raiva, essa mulher está cada dia mais inacreditável! Agradeço a Sarah por ter me contado a verdade, e aviso que vou resolver essa situação, desligamos e a minha vontade e de jogar o celular na parede. A vida profissional da Bruna está sendo prejudicada por minha causa, por causa de uma pessoa que não consegue seguir sua vida e me deixar em paz. Quantas vezes vi a Bruna no fim do dia triste por ter ido m*l em uma entrevista, ou por ter esperado uma ligação e ninguém ligar, eu não entendo como a Fernanda pode estar se tornando essa pessoa c***l e s*******o nenhuma. O pai dela é dono de uma rede enorme de hospitais aqui, e ela usou toda sua influência pra f***r com a vida da garota que não tem nada a ver com ela. - Cancela meus compromissos Jéssica, por favor! - Falo passando pela recepção. - Não volto mais hoje. - Aviso e saio indo direto para o escritório da Fernanda. Quando chego lá a secretária dela me recebe e rapidamente me conduz até sua sala, estou tentando controlar o máximo minha raiva. Entrando na sala vejo ela com um sorriso de uma ponta a outra e eu respiro fundo mais uma vez pra evitar o caos. - Qual é a p***a do teu problema? - Falo me aproximando, ela recua fechando sua expressão. - Você precisa urgente de um psiquiatra Fernanda, não tem logica o que anda fazendo pelas minhas costas! Como você pode sujar o nome de uma pessoa por ai, espalhando mentiras, a troco de nada, atrapalhando a menina conseguir um trabalho! O que você ganha com isso? - Grito sem conter minha ira. - Quem te contou essas mentiras? - Ela fala fazendo cara de choro. - Não acredito que está gritando comigo por conta de uma mentira absurda que aquela v***a inventou sobre mim! - Ela grita de volta se fingindo de ofendida. - A única pessoa aqui que mente pra conseguir o que quer é você! Louca! - Vocifero. - Me respeita Phelipe! Eu sou a mãe do seu filho, não admito que me trate assim! - Ela grita apontando o dedo pra mim. - Você acabou com o pouco de respeito que ainda tinha por você. A partir de hoje, o que você quiser falar comigo sobre o Matheus, você passa pra minha mãe. Não quero ter mais nenhum tipo de contato contigo. - Falo olhando pra ela decepcionado e me viro pra ir embora. - Não! Não é assim que resolve as coisas Phelipe, nós temos uma história juntos! - Ela fala segurando meu braço. - Eu só comentei o que eu pensava sobre essa.. essa mulher, se não quiseram contratar ela, não tenho culpa! - Ela fala esperneando atrás de mim. - Eu vou tentar arrumar essa bagunça que você fez, e se você ainda tiver consciência e noção, vai me ajudar. Imagina você passar quatro anos da sua vida se dedicando a um curso, e em cinco minutos de conversa alguém ir lá e destruir todas as suas chances? - Falo e ela me olha chorando, saio batendo a porta da sua sala e ligo pro João. - Vamos beber alguma coisa? - Pergunto e ele nem pensa já respondendo que sim. Marcamos em um bar perto da casa dele, e eu dirijo pra lá. Preciso muito esfriar a cabeça, não vou aguentar olhar na cara da Bruna sabendo que eu sou o culpado por toda essa merda. Não dá, a Fernanda nunca vai me deixar ser feliz com ninguém, toda garota que tentei me envolver depois dela, não consegui ficar nem uma semana, porque uma só mulher na minha vida já me da trabalho o suficiente, e o pior é que essa é pra sempre, vou ter contato com ela o resto da vida por conta do Matheus, foi ilusão minha achar que poderia dar certo com outra pessoa. E a Bruna nem merece aturar tanta merda ao meu redor. João chega e a gente começa a beber umas cervejas conversando, ele também está meio puto com a amiga da Bruna, porque ele quer um relacionamento sério, e ela não quer. Vivi pra ver o famoso João Pedro se apaixonando e se lascando. Um tempo depois o Ricardo chega e Ficamos bebendo e jogando conversa fora, nem pego no celular, nem respondo ninguém. Preciso esquecer um pouco tudo que está acontecendo, eu não posso surtar, nem tenho tempo pra isso.. Perto das 23hrs decido ir embora, peço pra um motorista vir me buscar porque não estou em condições de dirigir, quando chego em casa ligo para a Bruna, ela me mandou varias mensagens mas não quis responder antes. - Oi, está tudo bem? - Pergunta parecendo preocupada. - Ta, de boa! Tive um problema mais cedo, e pra esfriar a cabeça chamei o João pra beber, cheguei agora do barzinho. - Explico esperando ela me xingar e dizer que sou um mentiroso, mas f**a-se, só quero dormir. - Ah ta! Eu achei estranho que você sumiu, mas imaginei que tinha acontecido algo assim.. Já estava indo dormir! - Ela fala calma e eu me surpreendo, não respondo desde a hora do almoço, e ela realmente acreditou no que eu disse? Eu sei que é a pura verdade, mas mulheres geralmente surtam nessa hora. - Você não ta com raiva? - Pergunto sem acreditar. - Não, tinha ficado preocupada só. - Ela explica e escuto seu bocejo. - Tu não existe.. - Falo sorrindo. - É agora que começa a me xingar, ou ta planejando minha morte? - Você nunca teve um relacionamento não-toxico? - Ela sorri. - Você me disse onde estava e OK, se estiver mentindo e fazendo coisa errada quem perde é você, eu vou dormir tranquila.. - Ela fala me deixando chocado e eu penso que só posso estar muito louco. - Beleza, não to mentindo real.. já to até em casa! - Falo e ela sorri. - Então ta bom, boa noite amor! - Ela fala e a gente se despede. Eu ainda acho que amanhã vamos ter uma p**a DR, mas por hora vou acreditar que ela é essa mulher de boa mesmo. De madrugada acordo com meu celular tocando, fico preocupado e atendo rapidamente. - Oi sr Phelipe, me desculpa ligar essa hora, mas o Matheus tá bem assustado e preciso que o senhor venha pra cá. A dona Fernanda misturou vários remédios e tá passando muito m*l, eu já liguei pra uma ambulância. - A babá do Matheus fala e eu pulo da cama me vestindo, Deus do céu o que a Fernanda fez! -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Indiquem para alguém essa história, me ajudem a melhorar as visualizações!! Preciso saber se vale a pena continuar com a história, estou dando o meu máximo aqui ? ainda tem tanta coisa legal pra acontecer na história q vcs nem fazem ideia Vota aiiii meus amores!!!!!! ????? Vocês no lugar da Bruna, investiriam nessa relação complicada, ou cairiam fora logo antes de se envolverem demais????
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