O centro de recuperação ficava no alto de uma colina com vista para um longo trecho da estrada. Era estranho. Como se tivesse sido construído para manter as pessoas doentes e em recuperação adequadamente longe do centro da cidade, para que elas não maculassem o brilho e o glamour da cidade em movimento. Involuntariamente, desacelerei o passo enquanto caminhávamos pelos corredores. As paredes eram pintadas de amarelo-claro. Mosaicos retratando o deserto decoravam o corredor. Malu parou diante de uma porta aberta. — Ele está neste quarto. Quer entrar sozinha? — Você não se importa? — Ela sorriu de um jeito suave. Minha irmã é uma alma velha. Sempre considerei um dom a forma como ela consegue ler as pessoas. Um dom que eu, certamente, não tenho. Talvez, se eu tivesse uma personalidade com

