O vento frio da noite açoitou o rosto de Isla quando ela tropeçou pela última vez. Já não sabia quantos dias havia passado em delírio, quantas vezes havia caído e se levantado. O corpo já não respondia direito; cada passo parecia roubado à própria morte. Mas diante de seus olhos, ao longe, erguiam-se muralhas. As torres de pedra se recortavam contra a lua, altas e imponentes, como se guardassem os segredos do próprio mundo. Isla arfou, os lábios rachados tentando pronunciar uma prece. — Eu… cheguei. Nathasa rugiu fraco dentro dela, um eco distante. “Aguente… mais um pouco.” Isla cambaleou até a linha das árvores, atravessando a fronteira do território. m*l sabia que naquele instante, cada passo era observado. --- Na muralha leste, dois guardas avistaram a figura cambaleante. O primei

