– Vozes na Escuridão

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A floresta estava mergulhada em silêncio após o ataque. Isla jazia no chão coberto de folhas úmidas, o ombro latejando com a mordida que quase lhe tirara a vida. O sangue escorria, quente e espesso, empapando sua roupa já rasgada. Cada respiração era um esforço, cada batida do coração uma martelada de dor. Ela tremia. Não sabia se de frio, de medo ou da perda de sangue. Por alguns minutos, pensou que talvez fosse melhor se entregar à escuridão. Mas então a voz de Nathasa ecoou, trêmula, mas firme dentro de sua mente. “Não podemos parar aqui, Isla. Se parar, vai morrer. E eu não vou deixar que morramos assim.” Com um gemido, Isla forçou o corpo a se mover. Usando a mão livre, pressionou o ombro ferido e se arrastou até um tronco caído. As lágrimas escorriam, misturando-se com o suor. Eu

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