Cara estava sentada no assento de trás do pequeno avião enquanto segurava com força o cinto. Aquela seria a segunda vez que ela voava e não gostava da sensação do avião balançando quando decolava. Ao seu lado, Mira a observava com graça diante de sua expressão assustada. — Não se preocupe, Cara, logo você se acostuma — disse Mira, dando um tapinha em sua mão. — Eu não quero me acostumar com isso — respondeu Cara, os olhos arregalados. César olhou para trás e, ao ver Cara agarrada ao cinto, riu de sua expressão desesperada. Gael estava sentado novamente ao lado de Rycon, os olhos do menino brilhando de animação com cada gesto que ele fazia ao controlar a pequena aeronave. Com o passar dos minutos, a visão dos prédios da cidade deu lugar ao verde que se estendia nos campos à frente. A pa

