O vento soprava leve, fazendo as chamas da fogueira dançarem em reflexos dourados sobre o rosto de Cara. Ela podia ouvir o som suave do crepitar da lenha misturado ao pulsar do próprio coração. Tudo ao redor parecia se distanciar — o campo, o céu, o mundo. Só existia aquele instante. Só existia ele. Cada toque de Rycon em sua pele era como fogo que a queimava. O calor dos olhos dele a deixava sem ar; havia um magnetismo que a fazia desejar mais do que ele estava lhe dando. Era um toque quente e gentil, mas Cara sentia como se estivesse nua diante dos seus olhos. Rycon a olhava como quem decifra um segredo antigo. Havia algo em seu olhar que misturava ternura e desejo, força e vulnerabilidade. Ele não disse nada — não precisava. As palavras haviam perdido o sentido diante da presença dela

