Quando o sol já começava a se inclinar no céu, César anunciou que era hora de voltar para casa. Gael fez uma pequena careta de desapontamento, mas logo correu até a égua que havia montado para se despedir, acariciando a crina dela como se já fossem velhos amigos. — Você vai me esperar para a próxima, não vai? — sussurrou, arrancando um sorriso divertido de Rycon. — Ela vai, pode confiar. Cavalo nunca esquece quem o trata com carinho — disse Rycon, pousando a mão sobre o ombro do menino. Voltaram pelo caminho de terra batida, entre árvores que lançavam sombras compridas sobre o chão. O ar do campo era fresco, e Gael não parava de falar, descrevendo cada detalhe que havia aprendido: desde como escovar os pelos da égua até a forma correta de segurar as rédeas. César ria de cada comentário,

