Capítulo 2 - Ace

1926 Palavras
Sofia Exatamente uma semana se passou. Hoje era o dia, eu ia ser apresentada ao Ace. Eu supostamente vou cumprimentá-lo em uma festa onde todos os homens e mulheres se vestem para matar, então espero que outra mulher chame sua atenção. Nós nos vestimos tão dramaticamente para mostrar nosso dinheiro, sem mencionar que você quer ser a pessoa mais atraente da sala. De qualquer forma, meu pai disse que está combinado, então mesmo que Ace achasse outra garota atraente, ele não poderia tê-la. Eu estava com meu vestido. Eu tinha feito minha maquiagem e minha mãe tinha terminado de fazer meu cabelo. — Você está linda minha princesa. - minha mãe disse enquanto segurava minhas mãos nas dela. — Obrigado mamãe. - eu respondi com um pequeno sorriso antes de Raul bater na minha porta. Raul me escoltou até a porta da frente enquanto esperávamos pela limusine. Meu pai finalmente saiu de seu escritório, minutos antes de termos que sair. — A limusine está a caminho. - ele revirou os olhos sem nenhum sinal de emoção em sua voz, ele m*l podia esperar para se livrar de mim. Eu não olhei para meu pai, puramente porque eu não precisava. — Eu não estou feliz com isso! - Raul declarou furioso para meu pai, deixando sua opinião sobre a situação ser conhecida. — Raul, pare com isso. - minha mãe sibilou para ele. — Vocês não têm voz nisso, nenhum de vocês tem. - meu pai cuspiu violentamente. Eu podia ver sua respiração do ar sendo tão fria. — Tire essa jaqueta imediatamente, assim que entrarmos, entendeu? - meu pai rosnou para mim. Eu balancei a cabeça repetidamente. A limusine finalmente parou, meus irmãos e eu entramos no carro. Minha mãe ajudou a colocar meu vestido na limusine enquanto meu pai se sentava impaciente. — Mais rápido. - ele rosnou para minha mãe. — Foi você quem queria este vestido. - eu olhei para ele com raiva, lembrando-lhe que eu ficaria perfeitamente feliz vestindo calça de moletom e camiseta no baile. O olhar do meu pai se voltou para mim. Eu tinha esquecido minhas maneiras por um momento. Senti vontade de encolher em uma bola enquanto seu olhar frio e intenso estava colado em mim. — Não fale assim comigo. - ele assobiou para mim, mostrando seu 'domínio'. Não ousei olhar em sua direção, ele agarrou meu queixo com força e me forçou a olhar para ele. — Entendeu? - rosnou, a centímetros do meu rosto. — Sim. - eu disse rápida e silenciosamente devido à dor dele apertando meu queixo. Ele soltou meu rosto antes de zombar de seus próprios pensamentos. Minha mãe olhou para meu pai em estado de choque enquanto Raul pegou minha mão e a segurou com força. Sentei-me em silêncio enquanto tentava não parecer nervosa. — Você está levando ela para outro homem, o mínimo que você pode fazer é dar a ela uma boa lembrança de você ou pelo menos uma decente. - minha mãe cruzou os braços severamente enquanto ignorava meu pai. Todos os meus irmãos me encaravam, mas eu não tinha coragem de olhar para eles. Meu braço se enlaçou com o de Raul enquanto entrávamos na bola. Estremeci no enorme salão devido à queda da temperatura, onde as pessoas estavam se reunindo lentamente. Tinha começado a nevar lá fora pela primeira vez em alguns anos. — Tire essa p***a do xale de cima de você imediatamente! - meu pai agarrou a borda do meu xale e o arrancou do meu corpo gelado. — Mas pai… - eu expressei com preocupação. — Não fale a menos que eu diga, estou tão perto de bater em você. - Ele sussurrou em meu ouvido para que ninguém mais pudesse ouvir, fazendo com que arrepios percorressem minha espinha. Ele me mostrou o menor espaço entre o polegar e o indicador. Por que não consigo ficar de boca fechada?. Eu vi muitas pessoas ao redor e algumas estavam apenas olhando para mim, eles não sabem que é rude olhar? Mas, infelizmente, é uma das muitas desvantagens de estar em uma das maiores máfias do mundo, se eles puderem, eles irão observar você. — Todo mundo sempre nos observa? - eu murmurei baixinho para Raul enquanto olhávamos para a multidão de pessoas. — Eles me encaram porque estão com medo, eles te encaram simplesmente porque você é linda e poderosa, como uma rosa. - Raul sorriu gentilmente para mim. — Me desculpe, eu não posso parar esse arranjo, eu queria que você encontrasse o amor por conta própria. - Raul resmungou desapontado enquanto balançava a cabeça, olhando para o chão. — Talvez não seja tão r**m. - eu dei de ombros, tentando olhar pelo lado bom quando de repente as portas se abriram e a sala ficou em silêncio. — É Ace. — Ace... Hernández. — Ouvi dizer que ele é implacável, impiedoso. — Ele não mostra remorso por nada que faz. Tantos sussurros estavam voando ao redor da sala. Vi alguns guardas entrarem e lá estava ele, Ace Hernandez. O homem com quem fui arranjada para me casar. Seus passos ecoaram pela sala, enchendo a multidão de imenso medo. Eu tinha um mau pressentimento sobre ele, mas não pude deixar de observar cada movimento dele. Eu finalmente consegui ver seu rosto e ele era muito atraente. Nem uma única falha em seu rosto, mas ele teve que ir e arruiná-lo sendo um assassino. Notei a tatuagem de caveira na lateral de seu pescoço. Era o símbolo de sua máfia, mas com muito mais detalhes. Sua atratividade era intimidante, então eu não podia imaginar o quão inseguros os caras se sentiram quando ele entrou. Ace examinou lentamente a sala, as garotas praticamente babando em cima dele enquanto ele olhava na direção delas. Mas então ele me viu. Ele parou de se virar enquanto estava alguns metros na minha frente. Ele olhou para mim do outro lado do grande salão, sem quebrar o contato visual. Ele me olhou de cima a baixo antes de notar meu pai. Meu pai se aproximou de Ace muito rapidamente, m*l dando ao homem a chance de respirar. — Sr. Hernandez, é bom vê-lo novamente. - meu pai deixou escapar, lembrando-lhe que eles se conheceram. Eu nunca tinha visto meu pai tão pouco profissional. Eu podia vê-lo tentando enterrar seu medo. — Sim e sua filha, qual é o nome dela? - Ace falou com urgência, sem prestar a menor atenção no meu pai. —Filha. - meu pai gritou para mim. Raul deseja sorte antes que eu caminhe com relutância em direção aos meus pais. Meus outros irmãos não podiam nem assistir. Diego estava de frente para a janela. Eu não os culpo. Vendo sua irmã sendo doada, quem gostaria de assistir a isso. Eu vi um sorriso aparecer no rosto de Ace quando me aproximei deles. — Pai. - eu balancei a cabeça obedientemente. — Este é Ace, Ace Hernández. - meu pai o apresentou com orgulho; Ele parecia mais orgulhoso de Ace do que qualquer um de seus próprios filhos. — Ace, esta é minha filha. - meu pai parou de falar com a filha. Ace voltou sua atenção para meu pai. — Então ela não tem um nome? - Ace questionou meu pai com uma pitada de raiva em seu tom. — Ela tem, não que ela mereça. - meu pai riu esperando que ele risse junto, mas a expressão facial de Ace parecia sem graça. — Qual é o seu nome? - Ace ergueu a sobrancelha para mim. — Sou Sofia Diaz. - falei confiante com um tom educado. Ace estendeu a mão e eu me encolhi um pouco. Ele franziu as sobrancelhas em confusão antes de eu sacudir minha fraqueza momentânea e continuar a apertar sua mão. — Eu suponho que é com quem estou me casando? - Ace anunciou ao meu pai. — Sim, você vai se casar com Sofia. - meu pai assentiu, confirmando os pensamentos de Ace. — Ok, estamos saindo agora. - Ace exigiu enquanto passava um braço em volta da minha cintura, me forçando a andar com ele. — Posso dizer adeus aos meus irmãos? - eu implorei a Ace enquanto olhava para trás, cada um dos meus irmãos em choque. — Não, você não pode. - Ace continuou a andar e me forçou a andar com ele. Ace abriu a porta da limusine e eu entrei, puramente porque não tive escolha. Sim, Ace era diabolicamente bonito, mas ele emitia uma vibração fria. Ele parecia bem jovem, definitivamente não tão velho quanto eu imaginava que ele fosse. Ace sentou ao meu lado na limusine. O silêncio era ensurdecedor. Eu não queria falar, ou olhar para Ace. Eu sabia que se eu tivesse feito um grande negócio, ele provavelmente teria me punido como meu pai. — Wayne terá seu quarto pronto quando voltarmos para casa. - a voz rouca e profunda de Ace falou. Eu balancei a cabeça em resposta. — Eu prefiro um obrigado. - Ace sibilou para mim, revirando os olhos. — Obrigado. - eu murmurei, não me sentindo agradecido. Não fazia sentido?. Essas galas geralmente são realizadas principalmente para negócios e para construir alianças, então por que Ace não tentou se alinhar com as pessoas? Eu provavelmente estava fazendo uma pergunta estúpida, ele controla a maior máfia do mundo, então por que ele precisaria de aliados? Aliados precisam dele. A limusine chegou à mansão de Ace. — Ace você está de volta. - ma mulher que era pequena e frágil o cumprimentou na porta com um tom alegre. — Mamá, eu disse para você descansar um pouco. - ouvi Ace dizer. — Ahhh eu estou bem, só um pouco doente, então deixe-me ver, quem é ela? - sua mãe perguntou ansiosamente. Ace abriu a porta do carro para mim e eu saí. — Oi. - eu sorri educadamente enquanto estendi minha mão para ela apertar. — Ahhh ela é linda. - sua mãe me abraçou. — Onde está o pai? - Ace perguntou a sua mãe. Fiquei tensa com a palavra pai. — Ele está em seu escritório. - ela zombou, revirando os olhos ao pensar nele, o que não era um bom sinal. — Claro. - Ace resmungou com raiva enquanto revirava os olhos. — Deixe-me mostrar o seu quarto. - a mãe de Ace ofereceu enquanto ela sorria feliz. Ace era muito bonito. Ele tinha cabelos castanhos claros de bom comprimento, olhos castanhos brilhantes, pele bronzeada, tatuagens que se estendiam até o braço esquerdo, musculoso, mas faltava personalidade. É como se ele estivesse vazio. É como se ele fosse um robô. Ace entrou na mansão e subiu as escadas. Sua mãe me levou para o meu quarto. — Ace escolheu ele mesmo as roupas e os móveis, o que é raro, devo admitir. - sua mãe explicou enquanto entrávamos no quarto. O quarto em si era lindo. Estava escuro e aconchegante ao mesmo tempo. — Suas roupas estão neste armário aqui e se você precisar de alguma coisa, sinta-se à vontade para perguntar ao Ace. - sua mãe sorriu acolhedora depois de apontar o dedo para o guarda-roupa. — Obrigado. - eu balancei a cabeça enquanto me sentava na cama, sem saber o que pensar sobre toda a situação. — Oh, eu quase esqueci, meu nome é Denise. - ela riu depois de balançar a cabeça em seu esquecimento. — O jantar estará pronto em breve, querida. - Denise pronunciou antes de sair da sala. Eu decidi tirar meu vestido porque era desconfortável e chamativo.
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