Capítulo 3

1000 Palavras
Eu não tinha ideia de para onde estava indo, o carro estava completamente preto e eu não conseguia ver nada e por um segundo pensei que ia morrer no lugar do meu pai, só isso. — Chegamos, senhorita, e não saia do carro até que o patrão ordene! - Oi, como vai? — E isso mesmo, fique aqui! Eu estava na prisão e não sabia disso! Que diabos decidiu que era hora do visitante descer, afinal eu era um visitante ou um estranho. Fiquei alguns segundos, depois a porta se abriu e lá estava uma mulher que era meio homem, mas independente da sexualidade dessa senhora eu estava com medo, com fome e com dor de barriga tudo junto. — Laura, esse é o seu nome? - Bom! Acredito que sim, foi o nome que minha mãe me deu, mas se mudou ainda não sei, né senhora? — Você gosta de brincar, mas aqui quem fala é o senhor Delmom e a gente só escuta e concorda com tudo, entendeu? — Eu entendo, mas é proibido falar e só? Masi avisa o Sr. Delmom ou o d***o já que ele mesmo me disse que na minha boca eu quem manda e se eu tiver vontade de falar ou cantar ou até gritar eu farei isso, entendeu? — Venha comigo garota, vai ser uma longa jornada! Você realmente acha que eu abaixaria a cabeça só por causa do poderoso mafioso? Me poupe se vou ter que aturar ele, então é melhor ele se acostumar comigo e se acostumar também. Subi um milhão de escadas até chegar ao quarto de hóspedes. — Olá senhora, posso pelo menos saber o seu nome? — E vovó! — Então vovó, vou dormir nesse quarto enorme que é maior que a minha casa? — Sim, e preste atenção nas regras que vou passar, senhorita. Ok, eu sabia que isso era uma prisão, já que não posso falar, posso andar, sorrir e tal? Por que se enganar com o vaso aqui e ele é feito de ouro! A porta do meu palácio se fechou e fiquei sozinho em uma sala enorme que poderia ser compartilhada com 30 pessoas. Arrumei minhas coisas e tive vontade de chorar. Como pode uma pessoa morar nessa mansão e não ter filhos, nem esposa e nem ninguém para fazer bagunça, a casa era um deserto do Saara. Olhei pelas janelas e havia homens de preto com os rostos fechados porque são proibidos de sorrir ou mesmo de falar. Eu ficaria louco aqui neste lugar com certeza. Logo a porta se abriu e Nana veio com uma caixa enorme e deixou em cima da cama e foi embora. — Ei, você vai me contar uma coisa? Cadê seu chefe que nem veio falar comigo? Nana, ela voltou e me olhou bem na cara e só disse que estava ali para cumprir ordens e que seria quase impossível eu ver o Delmom. Quando abri a caixa havia um lindo vestido vermelho e um bilhete dentro dele! — Desce às 20h para jantar comigo, vamos assinar nosso contrato e chegar na hora. Ass:Delmom Meu Deus, isso foi uma ordem e não um pedido daquele ignorante, mas foi lindo. Pelo menos uma coisa boa que o bastardo tinha era boa aparência. Ouvi algo tocar e percebi que era meu celular e fiquei feliz, pelo menos conseguiria falar com meu pai e minha amiga Yaila. Acabei adormecendo e fiquei chocado quando abri os olhos e vi Delmom me observando. Tinha-me esquecido completamente do jantar e se isso não me matasse é por isso que o faria agora, sem dúvida. — Meu Deus, me perdoe, acabei dormindo, o jantar já aconteceu ou ainda dá tempo? — Espero que isso não aconteça novamente, então troque de celular agora! — Mas não posso ter tudo que é meu aqui! — Troque de celular, só assim posso avisar para você chegar na hora nos compromissos, entendeu? — Posso pelo menos anotar aqui os números de telefone do meu amigo e do meu pai? — Não, quero que você converse com seu pai e seu amigo. Vou descobrir quem ela é primeiro e avisarei se puder falar com ela, mas por enquanto sou só eu! — Seu desgraçado vai me deixar preso aqui, não posso fazer isso. Preciso conversar com meu pai e meu amigo se você não tem amigos porque é rude e não tem sentimentos. Delmom segurou minha mão com força e pude senti-la respirando pesadamente. Quase nos beijamos e ele simplesmente me jogou na cama, pegando meu celular e quebrando-o em pedaços. — Eu te avisei, então faça tudo que eu quiser! — Seu filho da… — Olha, como você disse, aproveita e vai jantar, vou pedir para a Nana trazer e ler o contrato e assinar e ela me dá! O desgraçado saiu rindo, fechando a porta e eu o odiei ainda mais. — Mãe, onde você estiver, me ajude, você sabe que aceitei isso para salvar o papai! — Nana, leve o jantar da Laura, por favor! - Sim senhor! Quando Nana abriu a porta, eu estava na cama chorando, não consegui me conter, tentei ser forte, ele destruiu algo que estava naquele celular mais valioso. — Laura, venha comer, não seja assim! — Ele destruiu meu celular, me proibiu de falar com meu pai e meu único amigo e quer saber, mas isso me machuca? E aquele celular tinha todas as fotos da minha falecida mãe! — Laura, sinto muito por não poder nem estar falando assim com você, mas não posso ver ninguém chorar. Ela saiu sem me dizer uma palavra, mas. A coitada também foi proibida, talvez ela tivesse medo desse monstro. — Nana, ela comeu? — Não, senhor, você está muito triste pelo que fez! Quebrou o celular dela e ele tinha fotos da falecida mãe as vezes o senhor passa dos limites e se isso acontece comigo eu também ficaria afinal iriam ser recordações da minha valiosa mãe. — Ok, vou consertar!
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