Capítulo 6

1011 Palavras
Eu realmente não estava entendendo nada! Por que ele agiu assim? Havia me falado que eu nunca seria uma mulher interessante para ele e agora o que entendi foi apenas uma crise de ciúmes ridícula da parte desse i****a. — Delmom, como você consegue afastar as pessoas de você pela sua arrogância e por achar que é o dono do mundo? — E não sou, tenho todo mundo aos meus pés, infelizmente tem que ser assim! — Só que comigo não lembre-se de que sou apenas um pagamento de uma dívida e quando isso acabar, adeus, senhor Delmom o fodão. — Laura, minha querida, você leu o contrato todo ou não? — Por que está me perguntando isso, já não assinei? — Sim, mas lá no final eu coloquei em observação que eu não seria obrigado a te devolver. — Quê? Você não fez isso? — Fiz e faço pior! — Meu Deus, eu confiei em você, pois me prometeu que era durante 1 ano e agora faz isso? — Eu não confio em ninguém e, pensando bem, 1 ano é muito pouco pelo que seu pai me roubou. — Seu mostro, horrível e possessivo! Saí do carro aos prantos e tudo que eu desejei naquele momento era sumir de uma vez por todas. Peguei o bendito contrato e lá está escrito mesmo o que ele havia me falado. Me afundei nas minhas lágrimas e o que restava de mim nem eu sabia, mas. Delmom estava completamente bêbado e isso pouco me importava pelo ódio que estava sentindo dele. Porém, acreditava em Deus e ele ia me ajudar a sair desse inferno em que entrei. Escutei o barulho do carro dele e olhei pela janela sem me importar, e vi ele saindo novamente completamente louco. Mesmo com ódio, havia ficado preocupada porque ele estava bêbado por demais. Logo escutei Nana batendo na porta assutada querendo saber o que estava acontecendo. — Nana, vai dormir, se Delmom chegar e te ver aqui, vai brigar com você. — Laura, realmente estava tudo bem antes de você chegar e agora ele saiu assim, tudo por sua culpa. — Minha culpa? Não se esqueça de que foi ele que propôs esse contrato, se você gosta tanto assim do seu patrão, vai para cama com ele no meu lugar então. — Menina, me respeite! — Foi você que começou e não me enche, essa noite foi uma das piores e vê se vai atrás do seu patrão. Nossa, mandei ela sair e me deixar em paz, que mulher bizarra e abusada. Ninguém estava se importando com o meu sofrimento e achava que eu deveria mesmo me entregar sem amor para esse homem. Quando amanheceu, percebi que ele não havia voltado e decidi ir visitar meus pais e minha amiga Yaila, mesmo contra a vontade dele. Sai bem devagar, percebi que todos os empregados estavam dormindo. — Senhorita, vai aonde? — Ai, que susto, homem! — Meu patrão sabe disso ou autorizou sua saída? — Olha aqui, preciso que me deixe passar, é um caso de vida ou morte, depois eu falo com ele, mas agora me deixe passar, por favor! O segurança que abria o portão parecia ser o único que não dormia, só pode? Ele me olhou com uma cara e me deixou sair, e eu fui grata por estar livre. Liguei para Yaila, pedi que pudesse me buscar, estava sem um centavo no bolso e rapidamente ela chegou após eu dar a localização e assim que saímos vimos Delmom chegando. — Amiga, o que acontece? Te liguei várias vezes e nunca atendeu! — Vamos sair daqui, logo te explico pelo caminho! — Laura? Abra essa porta senão vou arrombar! Delmom, não sabia que Laura havia fugido e louco de raiva, arrombou a porta e não a viu em canto nenhum. — Nana, sua inútil, cade a Laura? Quem deixou ela sair? — Delmom, venha comigo, por favor, está completamente bêbado, depois procuramos por ela, só venha comigo, meu filho. — Eu vou saber quem foi e já sabem que será rua, entendeu? Como ousam passar por cima das minhas ordens, seus inúteis. Nana conseguiu fazer Delmom tomar um banho e dormir. Enquanto isso, ia achar Laura antes que ele acordasse. Porque ia ser bem pior que agora. Quando cheguei à casa de meus pais, senti a paz e chorei, pedindo para não voltar mais. Porém, quando procurei meu pai, ele estava jogado na sala bêbado igual a um porco e minha mãe triste, pois não aguentava mais. — Mãe, que isso, o meu pai continua bebendo? Sim, filha, e agora bem pior, m*l temos condições de nos alimentar porque o pouco que eu ganho ele pega. — Meu Deus, que tristeza ver vocês assim e eu não poder fazer nada porque fui proibida! — Filha, está com um olhar de tristeza, tudo por culpa nossa. Comecei a contar tudo que estava acontecendo comigo na casa de Delmom. Mas triste, minha mãe ficou, eu precisava ajudá-la de alguma forma. — Filha, está numa prisão com aquele homem, não é? — Mãe, não fique preocupada, vou dar um jeito, eu prometo. — Como não, Laura? Até eu estar, você sumiu, ficamos sem saber o que estava acontecendo, por isso acredito que foi isso que fez seu pai beber tanto assim. — Yaila, minha vida está um inferno! Porém, sinto que às vezes Delmom passou por alguns problemas, por isso ele é assim. — Você e suas teorias têm que denunciar esse homem! — Yaila, ele é um mafioso, esqueceu? — Poxa, amiga, desculpa! Fiquei no colo da minha mãe e conversando com minha melhor amiga, me esquecendo completamente da hora e quando fui pegar meu celular tinha, mas de 20 ligações da Nana. — Gente, eu tenho que voltar, infelizmente, mas prometo, mãe, que vou fazer algo! — Amiga, te levo e vou com você porque se aquele safado fizer algo com você, eu acabo com ele. — Yaila, sinceramente, você não cuida nem de si própria, dirá se envolver nos problemas dos outros, mas agradeço.
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