ALMA GONZALEZ NARRANDO. Pela segunda me olho no espelho sem um sorriso no rosto, dessa vez estou vestida toda de preto e indo enterrar a pessoa mais importante da minha vida. Yolanda Gonzalez, mi querida madre. Alguém bateu na porta e em seguida abriu. — Está pronta? — Era o Dimitri. — Estou sim, já vou descer. Ele fechou a porta, eu peguei a minha bolsa e desci. Dimitri estava sentado no sofá, quando me viu ele se levantou e foi abrir a porta. Essa noite eu não consegui dormir, todas as vezes que eu tentava fechar os olhos a imagem da mi madre morta. Dimitri tinha cuidado de toda a parte do velório, eu pedi que fosse uma coisa rápido, afinal não tínhamos família ali e eu não queria prolongar todo esse sofrimento. O velório iria ser tradicionalmente russo, o caixão iria descer

