— Eu também. Meu coração deu aquela batida meio descompassada que já estava ficando perigosa de tão frequente. Camila olhou ao redor, procurando. — Ítalo já sumiu? — Já. — Ótimo. Sinal de que a festa tá boa. Eu olhei pela sala. Ítalo estava no meio do brinquedo inflável, cercado de crianças. O capacete vermelho brilhava no meio da multidão de pequenos corpos pulando. Ele mostrava o capacete pra todo mundo com o orgulho de quem ganhou uma medalha olímpica. — Ele tá feliz — murmurei, mais pra mim que pros outros. Alex acompanhou meu olhar. A mão dele apertou minha cintura. — Muito. Ficamos ali alguns segundos observando. A música infantil tocava baixo no sistema de som. Garçons circulavam com bandejas de salgadinhos e copos de refrigerante. Crianças corriam entre as pernas dos adu

