Ítalo apareceu no corredor ainda coçando o olho, camiseta torta. Alex abaixou, limpou o canto da boca dele com o dedo e já começou a ajeitar a blusa, porque até pra festa o homem queria o menino apresentável. — Capitão... — Ítalo começou, com aquela voz manhosa de quem tá preparando pedido grande. — Hum? — Quando é meu aniversário? Alex piscou, meio surpreso, meio desconfiado. — Por quê? — Porque eu quero uma festa também. — Uma festa? — Aham! Daquelas com bolo grande! E bexiga! E presente! E brigadeiro! — ele falava animado, pulando no mesmo lugar — eu nunca tive, capitão! Meu coração travou por um segundo. Eu engoli seco. Alex olhou pra mim na mesma hora, e eu senti o julgamento silencioso chegando. — Como assim nunca teve? — ele perguntou, sem elevar a voz, mas com aquele tom

