Capítulo – revivendo espinhos. "Fantasmas das dores nunca dizem adeus completamente." Açucena Deitada nos braços de Kilian, pele com pele, sinto o mundo reduzir o passo até caber no compasso da respiração dele. O quarto é amplo, mas agora é apenas um abrigo morno, um círculo de silêncio bom. A mão dele repousa na curva das minhas costas, pesada e certa, como se tivesse aprendido meu corpo de cor. Meu rosto encaixa no vão do pescoço, onde o cheiro dele me ensina a que certas descobertas valem uma vida — Kiki… — chamo baixo, quase um pedido. — Hm? — ele responde sem abrir os olhos, a voz grave vibrando no meu ouvido. Desenho um caminho distraído no peito dele com a ponta dos dedos, seguindo uma cicatriz fina que corta a pele como uma história m*l contada. — Me fala de você — digo.

