Tânia Depois de uma manhã intensa atendendo casos complicados, eu estava sentada na minha mesa organizando alguns prontuários quando a enfermeira Marina bateu na porta da minha sala e entrou com um semblante preocupado. Ela se aproximou e sentou-se na cadeira à minha frente. Marina: Tânia, eu sei que você está cheia de coisas, mas eu queria te pedir uma ajuda com um paciente que vai ter alta amanhã. Tânia: Claro, Marina. Qual o caso? Marina: Então, ele foi trazido para cá faz alguns dias depois de sofrer um acidente. Ele está bem, vai receber alta amanhã, mas até agora nenhum familiar apareceu. Ele falou que tem filhos, que vão vir buscar, mas a gente está com medo de ele acabar ficando aqui ou pior, indo parar na rua. Tânia: Nossa... que situação. Qual o nome dele? Marina: Antônio.

