Capítulo 70

1136 Palavras

Cobra narrando Tava ali encostado no sofá do estúdio, mas minha cabeça parecia um vulcão prestes a explodir. A mão coçando, o peito apertado, a mandíbula travada. Já era mais de meia-noite e essa p***a dessa tatuagem ainda não tinha acabado. Eu observava cada movimento daquela p***a daquele moleque, cada risadinha, cada pausa que ele dava pra beber energético, fumar, conversar. E eu ali, quieto. Só observando. A Maya tava concentrada, metendo a agulha no braço do cara, mas eu via… eu via o jeito que o fdp olhava pra ela. E se tem uma coisa que eu conheço nessa vida é olhar de bandido querendo comer mulher dos outros. Porque eu já fiz isso. Já fui esse olhar. E agora eu via o reflexo disso na cara desse o****o aí, sentado na maca como se tivesse no camarote, achando que só porque tá paga

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