Capítulo 68

1961 Palavras

Maya narrando Tatuar sempre foi minha fuga. Meu silêncio. Meu grito. A minha forma de existir sem precisar explicar nada pra ninguém. E hoje, mais do que nunca, eu precisava disso. De me esconder atrás da agulha, da tinta, do barulho constante da máquina. De fingir que eu não tava sentindo tudo o que tava sentindo. Porque a verdade é que desde ontem à noite, desde aquele beijo, aquele abraço, aquele olhar dele… eu não sou mais a mesma. O fato de termos dormido juntos, a forma como ele me viu mais cedo, eu ter fugido dele, isso tudo tá deixando tudo ainda mais complicado e eu cada vez mais assustada, com medo, e perdida, eu não quero continuar nessa, ele já teve uma vida fudida, e p***a, ele confiou em mim… e eu… bom… eu não consigo confiar nem em mim mesma Não sei nem quando foi que c

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