Cristiano afastou-se levemente do beijo, mantendo os olhos fixos nos dela. Um sorriso discreto surgiu nos lábios dele, aquele tipo de sorriso que misturava interesse, charme e provocação.
— Me fala, Patrícia… — começou ele, a voz baixa, firme, mas suave — quantos anos você tem? É solteira? Tem filhos?
Patrícia corou, surpresa com a pergunta direta, mas não se sentiu intimidada. Pelo contrário, havia algo naquele tom que a fazia querer responder, abrir-se sem perceber.
— Tenho 30 anos — disse, desviando o olhar por um instante antes de encará-lo novamente — e… sim, sou solteira. Filhos… não, não tenho filhos.
Cristiano inclinou-se um pouco mais, o olhar penetrante. Ele não queria apenas respostas; queria sentir o jeito dela, a forma como ela falava, como cada palavra parecia vir do coração.
— Trinta… — murmurou, quase para si mesmo — ótima idade. E solteira, sem filhos… então você é completamente… livre.
Ela riu baixinho, um riso que misturava nervosismo e diversão.
— Eu acho que sim — respondeu, cruzando as pernas e mexendo levemente na xícara de café. — Mas não sei se totalmente… você pode ser perigoso.
Ele sorriu, arqueando uma sobrancelha, como se o comentário tivesse apenas acendido ainda mais a curiosidade dele:
— Perigoso? Talvez. Mas você não parece se assustar facilmente.
Ela riu de novo, sentindo o calor do olhar dele percorrer cada gesto seu. Havia algo na forma como ele a estudava, sem pressa, mas com atenção total, que a deixava intrigada e curiosa.
— Talvez… ou talvez você só desperte coisas que eu não esperava.
Ele inclinou-se um pouco mais, aproximando o rosto do dela, quase tocando a testa dela com a dele, e falou baixo, como se fosse um segredo entre os dois:
— Isso, Patrícia… é exatamente o que você fez comigo.
O silêncio que se seguiu foi carregado de tensão e desejo. Cada segundo parecia alongar-se, cada respiração compartilhada entre eles era uma promessa silenciosa do que poderia vir a seguir.
E naquele momento, entre palavras simples e olhares intensos, Cristiano sabia que queria descobrir tudo sobre Patrícia, enquanto Patrícia começava a sentir que havia algo nele que não podia resistir, mesmo sem saber quem ele realmente era.
Cristiano sorriu, inclinando-se levemente, e deixou a mão deslizar com cuidado até a cintura de Patrícia. Ela sentiu o calor do toque, o peso da presença dele, e seu corpo respondeu sem que pudesse controlar.
Ele aproximou os lábios dos dela mais uma vez, desta vez sem hesitar. O beijo foi intenso, profundo, carregado de desejo e da atração acumulada desde a noite passada. Patrícia correspondeu, sentindo cada gesto dele, cada toque, cada respiração compartilhada.
Quando finalmente se afastou, ainda segurando a cintura dela, ele olhou nos olhos dela com sinceridade e firmeza.
— Bom… — começou, a voz baixa, mas firme — eu tenho 50 anos, sou solteiro, não tenho filhos. Podemos ficar nos conhecendo… você acha que vale a pena?
Patrícia engoliu em seco, surpresa com a honestidade dele, com a clareza que vinha junto da intensidade do olhar dele. A mão dele ainda descansava na cintura dela, quase como se estivesse dizendo: não vou fugir, e você também não precisa.
— Acho que… podemos tentar — respondeu ela, com um sorriso tímido, mas sincero. — Eu quero te conhecer também.
Cristiano sorriu, inclinando a testa contra a dela por um instante, sentindo a química entre eles pulsar de forma quase elétrica.
— Então… — disse ele, ainda segurando a cintura dela, quase sussurrando — vamos fazer isso. Devagar, mas vamos.
O café, a conversa, os olhares, tudo desapareceu por alguns segundos. Só existiam eles dois, conectados, atraídos, conscientes do que começava ali — um jogo perigoso, intenso e totalmente irresistível.
E naquele momento, Cristiano percebeu que Patrícia não era apenas mais uma mulher. Ela tinha chamado atenção dele de um jeito que nenhuma outra havia feito em anos, despertando algo que ele acreditava estar enterrado para sempre.