Capitulo 6

1469 Palavras
CAPÍTULO 6.                                                                            Jorge Angeles  Sai do carro do aplicativo, indo até o portão o abrindo e o trancando em seguida. Verifiquei a minha caixa de correio, vendo se havia algo, mas não tinha nada. Deveria ser umas 21:30 da noite, ao entrar no hall do prédio vi Clara chegando também, então segurei o elevador.  - Obrigada. - Agradeceu.  - Sem problema.  Um silêncio pairou no elevador então eu decidi quebrar.  - Olha... Desculpa pela minha prima, ela é meio doida da cabeça. - falei e ela riu.  - O Matt é assim também, ele já me meteu em tanta encrenca...  - Tipo?  - Do tipo que contou pra turma inteira do nosso colégio que eu gostava de um menino, fui zoada por 3 anos e ainda levei um fora de brinde.  - Quem seria o i****a de te dar um fora? - falei baixinho.  - Oque? Não ouvi...  - Nada não...  - Mas acho que sua prima e meu primo iriam se dar bem...- falou me olhando de canto de olho como se pensássemos a mesma coisa.  - Acho que podemos juntá-los. - falei.  - é...  O elevador parou no nosso andar e saímos, vi Clara destrancar a porta e se virar pra mim.  - Conversamos melhor sobre isso amanhã, estou exausta...  - Tudo bem, boa noite...  - Boa noite. - falei.  Nisso a vi entrar e passar a tranca por dentro, estava me virando para ir até minha porta quando Leon me parou.  - Oque você quer com a Clara?   - Nada que te interesse.  - Sei que tá gostando dela, mas ela já me tem, não precisa de você.  - Olha, sai da minha frente antes que eu me irrite. - falei fechando os punhos, tentando-me auto acalmar.  - Cai dentro então.  Não queria aquela briga, apenas o empurrei e entrei em casa.                                                                                  Clara Jeffers Ao entrar no meu apartamento, tirei os sapatos e os joguei no tapete, caindo no sofá. Liguei a tv e observei Nina dormindo.   “tão serena...”  Abri a Netflix, colocando a série “Garota de fora”. Estava muito entretida com a série, fazia alguns dias que tinha começado. Estava vendo minha série com uma pipoquinha, até ouvir meu telefone tocar, levantei-me do sofá indo até meu celular que estava em cima da mesa.  - Alô? - Atendi.  - Senhorita Jeffers?  - Sim, quem é?  - É o Louis, mordomo de seus pais.  - Ah olá Louis, aconteceu algo?  - Nada que deva se preocupar, apenas liguei em nome de seus pais para dizer que seu carro deve chegar aí amanhã de tardezinha, e eles me pediram para depositar 5.000 dólares, então já está na sua conta.  - Certo, obrigada Louis.  - De nada Senhorita Jeffers.  Louis desligou, e eu me sentei no sofá, olhando meu saldo no banco. Realmente tinha cinco mil a mais.  “Meus pais não aprendem nunca....”  Eles sabem que consigo me manter perfeitamente com o meu salário, mas pra eles é uma mixaria. Só que eu ganho praticamente 40 mil dólares por mês. Oque não é nada pouco, pelo contrário é muito!   Levantei-me do sofá, indo até a cozinha, fazendo um sanduiche. Peguei da geladeira meu chá gelado de frutas vermelhas e colocando num copo. Saí da cozinha, me sentando na frente da grade da varanda. No chão mesmo. Olhava as estrelas, estava uma noite muito bonita... logo meus pensamentos voltaram para Jorge. Alguma coisa em mim mudou a respeito a ele.  Claro que deve ser por causa que estamos começando a nos entender....  “Muito melhor que aquela rixa que tínhamos.”  Sim, com certeza muito melhor.... Como teríamos que trabalhar juntos por bastante tempo, é ótimo que não estamos mais brigando.   Saí dos meus pensamentos, e olhei a hora no celular. Era quase meia-noite. Levantei-me do chão, fechando as portas de vidro da varanda indo até a cozinha, lavando minha louça.  Ao terminar, tomei um banho relaxante e coloquei meu pijama, e me deitando na cama, logo dormindo.                                                                                     Jorge Angeles            Eu acordei no dia seguinte uma pouco mais tarde que de costume, já que era feriado. Me levantei da cama, indo escovar os dentes, fiz meu gargarejo com enxaguante bucal e me olhei no espelho. Estava como sempre, com olheiras fundas por causa insônia, a minha pele estava pálida, porque eu não pegava sol há algum tempo e meu cabelo loiro estava bagunçado. Eu usava meu moletom preto velho de flanela, que eu tinha desde os 20 anos...saí do banheiro indo até minha cozinha, diretamente até a geladeira. A abri e peguei o galão de leite, tomando ali mesmo.  “Ninguém vai vir me visitar mesmo...Só a doida da Lúcia, e ela não toma leite.”  Estava ali de pé encarando a janela, onde o sol brilhava naquela manhã. Olhei para o relógio, que marcava 10:30. Me aproximei da varanda, segurando a barra de ferro. Via os carros e as pessoas transitaram pela rua. Tombei a cabeça para trás, sentindo os raios solares tocarem minha pele do rosto, e a leve brisa bagunçar meu cabelo.  “Era com certeza um dia bonito.”  Logo ouvi minha campainha tocar. Me dirigi até a porta e a abri, vendo Lúcia parada, sorrindo, vestida com uma calça jeans branca, blusa preta do Nirvana, coturnos pretos e seu cabelo platinado preso num coque solto.  “Ela se veste assim há bastante tempo...”  - Posso entrar? - perguntou sem jeito.  - Pode prima.  A platinada entrou de cabeça baixa e se sentou no meu sofá, e eu me sentei ao seu lado.  - Primo, desculpas, mil desculpas, não quis te causar problemas, eu juro!  - Tudo bem, prima, eu também fui muito grosso com você, também te devo desculpas...  Nos olhamos e sorrimos.  - Quites? - perguntou estendendo o dedo mindinho.  - Quites! - apertamos os mindinhos como fazíamos na infância.  - Ahh, eu trouxe umas coisinhas! - puxou a mochila de Spike azul marinho e tirou de lá uma embalagem. - Seus doces preferidos!  - Não brinca! Você trouxe camafeu??- falei pegando a embalagem a abrindo vendo camafeus e outros doces.  - Sim... eu estive no Brasil esses dias, então tive que te trazer esses doces.  - Qual local do Brasil você tava?- perguntei comendo alguns dos doces.  - No Rio Grande do Sul, fiquei uns dois dias em Gramado, mais dois dias em Canela e o resto em Porto Alegre, no caso esses doces são de lá. - falou.  - Não comprou chocolate em Gramado? - perguntei.  - Sim, comprei, mas dei a maior parte pra mamãe e pro papai, e o resto eu comi. - Riu.  - E eu?  - Eu te trouxe esses, para de ser fominha!  Eu e Lúcia rimos.  -Obrigado prima.  - Disponha, e olha, da próxima vez você vai comigo!  - Qual o próximo ponto turístico?  - João Pessoa na Paraíba, quero muito ver as praias.  - Tá com bastante grana né - ri - Tá sempre viajando.  - Tô ganhando mais sim... o estágio tá valendo a pena. E lembra que eu economizei a adolescência inteira? Então, valeu a pena.  - Eu gastava muito nessa época...  - Eu lembro- riu. - Não vai colocar esse pijama fora nunca? Já está caindo aos pedaços...   - De jeito nenhum, ele é superconfortável!  - Tenho pena da sua futura namorada ou esposa... Ter que aguentar essa coisa velha.  - Eu também tenho pena, no caso dela ter que TE aguentar.  - Eiiiii! - deu um soquinho no ombro.  - É a verdade, você é doida!  - Mas sou a MELHOR prima desse mundo inteiro, melhor que até o Julian que é seu irmão.  - Nisso você tem razão! - eu ri.  - Mas conseguiu se explicar pra Clara?  - Por incrível que pareça, sim, e ela deu uma ideia....  - Qual? - me encarou encostada no sofá.  - Sabe o primo dela?  - Sim, aquele gatinho...             Eu sorri.  “Acho que isso vai dar certo.”  - Ela sugeriu que vocês se conhecessem melhor.  - Ah, eu gostei da ideia, mas não sei se vou sozinha, m*l conheço ele..., mas se vocês forem com a gente vai ser mais tranquilo. - falou com um sorrisinho maroto.  “ Vixe, agora me meti numa encrenca...”   - Eu posso ver isso...  - EBAAAAAAA! Obriga, obrigada, obrigada! Você é o melhor primo desse mundo ! - falou pulando em cima de mim, me abraçando.  - Eu sei que sou.   - Metido! - me bateu de leve no ombro.  - Você que criou.  - Sim, sou a culpada. - Rimos.  - Quer sair pra comer algo? - sugeri.  - Claro, acabei que eu não tomei café da manhã...  - Lu, você sabe que não pode fazer isso!  - Shiiii! Deixa de ser meu pai, vamos nos divertir.  - Tá bom, tá bom. - Me rendi. 
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