Leandro
Acompanhei as reações da Mari, por onde a gente passava ela brilhava o olho como se nunca tivesse visto. Nos morávamos em um bairro classe alta, onde a segurança era maior. O bairro tinha um comercio proprio, onde não era qualquer um que podia frequentar, só a elite mesmo.
Ao entrarmos no shopping Mari não sabia pra onde olhar.
--O que voce quer comprar primeiro?
--que? Como assim?
--Voce tem alguma marca de celular de preferencia?
--n******e ser qualquer um.
--Vamos ver se achamaos essa marca então.
Estava tentando manter a calma e a leveza do dia, mas ver essa assim me faiza ferver o sangue, nem parece que ela era filha de um grande empresário. Parece que ela ficou presa dentro de casa a vida inteira dela. E isso estava começando a me incomodar, porque eu teria que cuidar disso primeiro antes de conseguir dar o proximo passo.
Entramos em uma loja da Apple, pedi pro vendedor mostrar os ultimos lançamentos de celular relogio e computador.
--Voce gosta de relogios?
--não sei, posso me acostumar a usar se for da sua v*****e.
--Mari, olha pra mim.
Peguei ela pelo ombro tentando não parecer grosseiro.
--Não faça porque eu quero, faça porque voce quer. Voce quer um relogio? Um celular novo e um computador?
--Eu posso escolher um de cada?
--Se voce quiser sim, pode escolher um de cada.
O vendedor veio com opções de iphones com varias cores e tamanhos, relogios tambem e um macbook.
--Voces preferem macbook ou imac?
--pode ser um de cada.
Mari nem estava prestando atenção, ela estava fascinada nos celulares.
--Leandro, não émuito caro?
--Não, não é. Pode escolher.
--Eu amei esse rosa, mas esse aqui tem a tela maior.
O vendedor todo solicito, foi explicar a diferenla entre os modelos, e eu não gostei nem um pouco da aproximação dos dois.
--pode deixar que eu mesmo falo com a minha esposa.
Tentei frisar o esposa, pra ele se ligar, e surtiu efeito, pois logo ele saiu de perto e foi seprar os computador que eu pedi.
--Acho que vou ficar com o rosa.
--Esse aqui o modelo é mais novo, e é lilas, esse é um modelo do ano pasado e é rosa. Se voce quiser trocar depois podemos trocar.
Ela estava fascinada, e escolheu o rosa.
No relogio ela ficou em duvida mas depois de explicar que ele funcionava como um celular e ela podia ver as notificações e responder mensagem, ela escolheu um preto basico, pois segundo ela ia combinar mais com as roupas.
E no computador tive que explicar que estava levando dois, porque era realmente necessario. Se era mesmo eu não sabia mas queria que ela tivesse.
Vendo a felicidade dela eu fui relaxando e ficando feliz tambem, estava contente em passar esse tempo com ela, acho que era algo que nos dois precisavamos.
Saimos da loja com o celular e o aparelho configurado, mais tarde iria um tecnico la configurar os dois computadores.
--Leandro, nao é perigoso usar o celular sem p******o?
--Não sei, voce quer colocar alguma coisa neles? Pelicula? Capa?
--Acho que sim, vai que deixo cair e quebro. Ja pensou, novinho desse jeito.
Achamos uma loja ali no shopping que vendia capinhas peliculas chaveiros. Eu nunca tinha visto tanta opção de acessorio pra celular. Ate capa pro carregador tinha.
Deixei-a escolher tudo que ela queria, mesmo ela perguntando a todo tempo se não era muito caro.
Mandei uma mensagem pro meu assistete para marcar uma reuniao com o pai dela, queria entender como ela foi criada ttodos esses anos.
Depois ela comprar capa até pro carregador dos computadores, nós saimos da loja.
--Quer almoçar o que ?
--Nos não vamos pra casa? Temos que avisar a dona Rose.
--eu avisei antes de sair. Vamos olhar na praça de alimentação.
Dei as sacolas pra um dos seguranças levar pro carro, e fomos pra praça de alimentação.
--eu sempre quis experimentar sushi.
Mari falou com tanta vergonha que só entendi por que estávamos na frente de um restaurante japonês.
--Pois então vamos comer. Esse restaurante é muito bom.
Não sei como ela pode ser tão diferente da irma. A irmã dela é totalmente diferente, oferecida, egocentrica. Se fosse ela aqui, ja teria comprado metade do shooping, enquanto Mari não para de se preocupar com o valor das coisas.
Se ela soubesse esse shoping pertence a minha familia, acho que ela cairia pra tras.
Estou gostando de passar esse tempo com ela, esta me fazendo ver ela de ooutra forma, e eu que achei que ela seria igual ou pior que a irmã e a madastra, tem se mostrado ter vivido em outra realidade, e não na mesma que aquelas duas. Mas logo vou entender o que tem acontecido todos esses anos.
Ensinei Mari a segurar os hashi para comer o sushi. Apesar de ser um restaurante em um shopping não é buffet, é tudo a la carte. Eu escolhi meus pratos preferidos, e expliquei do que era feito cada um, Mari pareceu empolgada pra experimentar cada um deles.
Entre risadas, e uma conversa casual e calma nos terminamos nosso almoço. Percebi que Mari estava querendo pedir algo, mas não estava a v*****e. Olhei pra um barraca de sorvete de casquinha e ofereci um pra ela. Os olhos brilharam. Acho que ela só queria algo doce depois do almoço. Coloquei uma anotação de pedir pra Rose ter sempre sobremesa em casa pra ela. Porque? Não sei, acho que gostei de ver o sorriso dela.
Mari era uma pessoa leve, e simples, ver ela se alegrar com pequenas coisas me fez lembrar que nem tudo no mundo é r**m, e que nem todas as pessoas são ruins, e aproveitadoras.
Depois de passear, e comprar mais coisas que Mari parecia gostar, ela perguntou se podia comprar um caderno pra tentar estudar em casa.
--O que voce gostaria de estudar?
--eu queria tentar entrar em uma faculdade.
--Que faculdade voce gostaria de fazer?
--Não pensei muito nisso ainda, mas eu gosto de numeros, acho que contabilidade talvez.
--Bom. Podemos arrumar um dos quartos extras da casa em uma sala de estudos pra voce, o que acha?
--Posso mesmo?
--Claro que sim. Vamos passar na loja e eu peço do arquiteto ir lá fazer o projeto, em uma semana deve ter tudo pronto.
Mari me abraçou, rapido, mas um abraço. Logo ela percebeu o que fez, e antes que conseguisse pedir desculpas eu levantei o dedo.
--Não precisa pedir desculpas por abraçar o seu marido.
Na hora ela parece ter caido a ficha, sabe quando a gente esquece algo por um momento. Então, ela parecia ter esquecido que eramos casados.
Vi ela ficar quieta, mas ainda ficou com um sorriso.
Paramos em uma papelaria e livraria, e disse pra ela escolher o que ela quissese.
Meu telefone tocou e não pude deixar de atender, pedi pra um dos seguranças ficar de olho nela, enquanto eu sai pra atender.