Capítulo 7

1011 Palavras
Roger Narrando Dani me disse que não era possível conhecer a tal misteriosa, então só me restou esperar ela aparecer na boate. O que não aconteceu, resolvi esperar e a Giovana toca no meu braço. - Meu bem me leva pra casa. Falou um pouco grogue e percebi que ela não tava bem. - Vamos Gioh. Era por volta das 03:30 quando saí da boate e fui levar a Giovana, mas não desisti de voltar. Retornei até a boate e fiquei esperando do lado de fora, dentro do carro. Quando eu olho vejo quem eu estava esperando, era ela. Eu reconheceria aquele andar em qualquer lugar. Ela sai com uma menina e para mexendo no celular, saio do carro e vou em direção a ela. - Bom dia, você é a lua né? Ela me olha assustada e prontamente responde. - Acho que está me confundindo meu nome não é Lua. - Eu reconheceria seus olhos em qualquer lugar. Eu disse calmamente. Ela olhou pra amiga que prontamente entrou na frente dela e começou a falar tão rápido que quase não entendi. - Olha ela não é a pessoa que você está procurando ok? Ela já te respondeu - Acho que meu assunto não é com você. Respondi calmamente. Lua olha pra ela como se tivesse a confortando e ela recua. - Então, já que você me conhece, vamos ao que interessa. Quem é você e o que quer comigo? Ela me pergunta com um certo nervoso mas a voz é calma e lenta. - Eu sou Roger, prazer. Toquei no braço dela e senti uma onda inteira percorrer meu corpo, e pelo visto ela sentiu o mesmo, no entanto que ela se afasta na hora. - Eu queria te conhecer, fiquei surpreso em não aceitar a proposta que fiz a Dani - Ah então é você o SENHOR PAGO O QUE VOCÊ QUISER DA DANI ? Ela fala um pouco mais ríspida. - Eu queria te conhecer, jamais pagaria por s**o. - Desculpa mas não estou interessada. - Deixa eu explicar. - Não quero ouvir me dá licença, e não me procura mais. Ela se afasta e entra no carro, meu coração parece que quebra em pedacinhos (QUE p***a É ESSA CORAÇÃO?) e fico observando ela entrar no carro. Antes do motorista dá partida eu a olho e falo calmamente - Nossa conversa não acabou, ainda iremos nos encontrar, pode ter certeza. Ela me olha com desprezo e certa curiosidade. O olhar dela era capaz de iluminar o dia de qualquer um, eu daria tudo pra passar um dia admirando aquele rosto. - Não perco por esperar. Ela disse e o motorista dá partida. Fico irritado por nossa aproximação ter sido pouca e com um tom de rispidez de ambos os lados. Entro no carro e vou em direção a rocinha, passo por São Conrado e por um momento parece que vejo o carro que levou ela parar em um prédio ali, dou uma reduzida e espero a pessoa sair, é ela, ela sorri pro motorista e entra no prédio. A vida até o momento estava conspirando ao meu favor, pois naquele momento eu jamais imaginaria encontrar ela próximo de onde eu morava e pelo visto ela mora ali. Dou partida e vou em direção a minha casa, entro e tento dormir um pouco pois assumiria o plantão às 09:00 da manhã. Não consigo parar de pensar nela, é inacreditável como ela não sai da minha cabeça. Amanhã pedirei um dos meus homens pra vigiar o apartamento e tentar saber tudo sobre ela, a princípio só sei que se chama Lua é marrenta e tem o sorriso de destruir qualquer coração e o pior é que nem tenho certeza se é o nome verdadeiro dela. Adormeço com aquela morena de olhos escuros na minha mente. Quando acordo, tomo banho e vou em direção ao escritório (podem chamar de boca), entro e peço pro meu sócio falar o que aconteceu enquanto eu estava fora. Ele passa as coordenadas do morro e na troca de plantão eu chamo o Iago. Iago era um vapor novo na boca, saiu da zona sul pra morar aqui e pediu um vaga, ainda estava conquistando minha confiança então por isso dei a tarefa de saber quem era a mulher, passei as características e o prédio, ele teria de me trazer tudo o que conseguisse descobrir até segunda a noite, espero que ele não vacile. Volto as minhas tarefas e aquela abusada vai ser minha nem que eu tenha que virar o mundo de cabeça pra baixo. ANA NARRANDO Chegando em casa fico pensando no que aconteceu na minha saída da boate Me arrumei e saí da boate junto com a Letícia, parei pra pedir o Uber. Quando no mesmo momento vejo o homem que estava no shopping semana passada e essa noite estava na boate. Ele se aproxima - Bom dia você que é a lua né ? Nesse momento minha espinha gelou, era quase impossível me reconhecerem de máscara, iniciamos uma discussão e eu a todo momento tentando dizer que não era. Mas tive que dizer quando por um momento ele tocou no meu braço e um choque percorrer todo meu corpo, fiquei desconcertada e acabei dizer que eu era sim quem ele tava procurando. Acabei descobrindo que ele era Roger Barboza, o homem que pagaria tudo pra sair comigo como Ana disse. Por um momento eu achei que era um interesse genuíno. E me senti frustada por dentro. Entrei no Uber em direção a minha casa, mas antes de partir ainda lembro das palavras dele. "Ainda iremos nos encontrar pode ter certeza" Eu não perdia por esperar esse momento e nem sei por que. Pela primeira vez alguém me viu sem a máscara e conheceu minha verdadeira identidade, claro que não disse meu nome mas é só questão de tempo pra descobrirem. Isso me deixava com medo e ao mesmo tempo curiosa. Era estranha a sensação de ser descoberta, eu não queria. Mas temia que a qualquer momento fosse o que tivesse de acontecer. 
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