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1555 Palavras
— Tudo bem? — Aurora tocou meu braço, me tirando dos meus pensamentos. Procurávamos em todos os lugares que achamos propícios para Mikael se esconder, mas não encontramos nenhum sinal dele. E além de Klaus, ele era uma ameaça muito grande. — Sim, é só que tem tanta coisa acontecendo e agora o Lucien... — Eu também estou achando ele insuportável assim. — Não é isso. — Admita, Mary. — Talvez um pouquinho. — Eu nunca vou me cansar de dizer que você merece coisa melhor que ele. — Não é como se eu fosse me casar com ele. — Só de passar meia hora com ele já é uma eternidade. — O que acha de passarmos no Rosseau e ter um pouco de folga disso tudo? Aurora concordou e fomos para lá em seguida. Por hoje desistimos de procurar por Mikael, sabendo que poderia haver consequências se não o encontrarmos, mas já tem gente demais a procura dele e uma hora ou outra ele vai aparecer. Sentei em uma mesa com Aurora e Cami nos entregou uma garrafa de bebida. Não pude evitar sorrir para ela como comprimento. — O que foi isso? — Aurora ergueu as sobrancelhas. — Não posso dizer que sou amiga, mas tenho simpatia por ela. Ela soltou um grunhido de desprezo e balançou a cabeça negativamente, mas não disse nada. Ignorando aquilo, virei minha cabeça para examinar o local e um homem em especial me chamou atenção. Ele olhava para mim como se me conhecesse, então desviou o olhar e virou o copo. — E você já teve alguém depois do Klaus? — Perguntei, tentando desviar a atenção do incômodo dos olhares daquele homem. — Namorar? — Se apaixonar. — Toda semana. — Ela soltou um riso divertido. — E você? — Não. — Balançei a cabeça negativamente. — Quero ficar longe disso. Observei com o canto do olho Cami levar uma garrafa de bebida para o homem e assim que ela voltou para trás do balcão, fui até ela. — Já volto — avisei a Aurora. — Mary — Cami sorriu quando sentei em um banco a sua frente —, como vai? — Estou bem. — Sorri sem mostrar os dentes. — Sabe quem é aquele homem? — Perguntei, apontando discretamente com a cabeça para ele. — Nunca o vi por aqui, mas ele veio com outro homem, acho que são irmãos. Por quê? — Não sei — dei de ombros fitando as mãos —, tem alguma coisa estranha sobre ele. — Sabe me dizer se Klaus Mikaelson vai aparecer por aqui? — Uma voz rouca disse atrás de mim e virei a cabeça o suficiente para ver aquele homem. — Não sei se ele vai vir hoje, as coisas estão complicadas no Quartel — Cami respondeu, passando seu olhar em mim. — Bom, eu vou até lá então — ele respondeu, dando de ombros, então sentou no banco ao meu lado e brincou com o copo na mão. — Á propósito, sou Damon Salvatore. — Cami O'connel — Cami respondeu, acenando com a cabeça. Damon me olhou, esperando uma resposta, então olhei para ele e encarei por alguns segundos seus olhos azuis. — Mary Stuart — respondi, me levantando ainda sem tirar os olhos dele. Sem esperar resposta, voltei a minha mesa e Aurora cruzou os braços. — Por que demorou tanto? — Ela questionou. — Perguntei a Cami quem era aquele homem. — E quem é? — Damon! — Outro homem entrou aflito e com pressa. — O que foi? — Damon perguntou com desinteresse. — Precisamos ir agora! O Klaus está com o Kai. Damon se levantou apressadamente, pegando a jaqueta de couro e saiu em velocidade de vampiro atrás do outro. Meu queixo caiu em surpresa e quando olhei para Aurora, que estava com a mesma expressão. — Quem são eles? — Ela perguntou enquanto saia comigo logo atrás. — Eu não sei. O de olhos azuis disse que era Damon Salvatore. — E como o bastardo pegou o i****a do Kai? — Talvez tenha sido armadilha do Mikael. Ele nos odeia, seria fácil nos entregar para o Klaus. Quando chegamos em casa, Lucien e Tristan estavam jogados no sofá se alimentando de duas mulheres em seus colos. O chão estava encharcado de sangue e o tapete com uma grande mancha vermelha, além de garrafas de bebidas e o som ensurdecedor da música alta. — Eu vou m***r alguém! — Aurora disse entre a música alta, fechando os punhos. — Calma, Aurora — falei, segurando o braço dela. Fui até o som e desliguei a música, fazendo Tristan e Lucien me olharem com cara f**a. — O que é isso? — Aurora questionou aos dois. — Pedimos delivery — Tristan respondeu rindo e Lucien acompanhou. — Não importa que seja meu irmão, Tristan, eu vou te m***r sem nenhum remorso! — Cala a boca e não estraga a festa, Aurora — respondeu Lucien. — O que você disse? — Ela olhou para ele. — É isso mesmo. Eu estou aguentando seus surtos por muito tempo, mas agora nós estamos no controle aqui — ele disse e Tristan balançou a cabeça, concordando. — Sai daqui agora ou eu juro que arranco sua língua fora!! — Aurora gritou, apontando para a porta. Lucien colocou a mulher de lado e se aproximou dela com a boca escorrendo sangue. — Se gritar comigo de novo quem vai ter a língua arrancada é você. — Ele empurrou ela contra a parede. Olhei para Tristan e ele só ria com a mulher em seu colo, estava claramente bêbado e s*******o nenhuma do que acontecia. — Lucien! — Gritei, empurrando ele para longe de Aurora. — Pronto. — Ele ergueu as mãos e confirmou que não faria mais nada. — O que é isso? — Questionei, apontando para a casa. — Depois do longo dia, eu e Tristan merecíamos alguma recompensa. — Espalhando sangue pela casa toda? — Cruzei os braços. — E quem é ela? — apontei para a mulher que estava com a mão no ferimento do pescoço. — Não precisa ficar com ciúmes. — Ele sorriu, vindo até mim. — Eu só estava me alimentando dela. — Não é esse o ponto. — Segurei os braços dele que insistiam em me abraçar. — Você não iria machucar a Aurora, não é? — É claro que não. — Ele olhou para ela com uma cara nada agradável. — Eu e Aurora somos como irmãos. — Pareceu que estava fora de controle. — Eu só estava me divertindo. — Segurou minha cintura e sorriu. — Aliás, eu estava esperando por você. — Não temos tempo pra isso. O Kai foi pego pelo Klaus e dois homens estranhos estão na cidade. — O Kai não vai fazer falta. Ele pode esperar até amanhã. — E se alguma coisa acontecer com ele? — Nós sabemos como o Klaus é previsível. Ele tortura, tenta tirar informações e depois mata. Eu diria que o Kai tem mais três dias antes disso acontecer. — Ele passou a mão pelos meus cabelos. — Vamos esquecer ele só por hoje e eu prometo que amanhã vou atrás dele. Olhei para Aurora que negou com a cabeça, então olhei para ele e forcei um sorriso. — Tem razão — falei. — Tivemos um dia longo, merecemos isso. — É isso aí. — Lucien sorriu, beijando minha bochecha. — Mary — Aurora chamou e me virei para ela —, preciso falar com você. — Vai lá e eu já vou — falei a Lucien. Lucien ligou novamente a música e voltou a se alimentar da mulher. Segui Aurora até seu quarto e ela parecia nervosa quando fechou a porta e sentou ao meu lado. — Você não vai ficar com o Lucien hoje, não é? — Ela perguntou com o cenho franzido. — Qual o problema? — O problema é que eu já vi ele em sua pior versão e o início é sempre assim. — Ele está fascinado com o poder que tem. — E por isso ele é perigoso. — Aurora, relaxa. — Sorri, acalmando-a. — Não tem com o que se preocupar. — Mas e o Kai? — Ele pode esperar até amanhã. — Me levantei, indo até a porta. — Vem? — Estou com tanto ódio que não quero mais olhar pra aquele sádico essa noite. — Ela fechou a cara. — Olha, Aurora, eu nunca vou entender a briga de vocês, mas eu gosto do Lucien e não acho que ele seja um monstro como você fala — falei, suspirando. — Eu faço isso porque já faz muito tempo que eu não faço nada por mim e sempre tive pessoas me dizendo o quanto estou errada e que preciso seguir um roteiro. Não seja essa pessoa. — Faça o que quiser — ela disse simplesmente e desviou o olhar. Ficamos alguns segundos em silêncio, então fechei a porta ao sair do quarto. Voltei para a sala e Lucien pegou minha mão, me conduzindo até seu quarto. — Quero te mostrar algo — ele disse, próximo ao meu ouvido. — O quê? — Sorri. Ela soltou minha mão e tirou uma adaga prateada de uma caixa de madeira, então foi até o espelho e cortou sua boca de orelha a orelha.
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