A manhã no mundo vampírico nasceu envolta em um silêncio quase sagrado, como se até o próprio tempo tivesse decidido andar mais devagar. A luz pálida atravessava as janelas altas da clínica, refletindo nos frascos de vidro alinhados nas prateleiras — líquidos de cores diferentes, ervas raras e compostos que Zuri vinha estudando incansavelmente. Ela estava ali cedo. Mais cedo do que o normal. Não porque precisava… mas porque queria evitar pensar. Ou melhor, porque precisava ocupar a mente. Desde a discussão com Maya, algo dentro dela estava desalinhado. Um desconforto constante, uma culpa silenciosa que não a deixava em paz. As palavras que disse à amiga — duras, impulsivas, carregadas de medo — ecoavam na sua cabeça como um erro impossível de ignorar. Zuri apoiou as mãos na mesa, resp

