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1176 Palavras

A noite passou. Mas não trouxe descanso. Trouxe silêncio. E o silêncio, para Zuri, era ensurdecedor. Ela não sabia exatamente quando havia adormecido. Não lembrava de ter fechado os olhos com intenção, nem de ter encontrado conforto na cama que agora ocupava. Era como se seu corpo simplesmente tivesse desligado por exaustão… mas sua mente nunca tivesse realmente descansado. Quando despertou, foi de forma abrupta. Os olhos abriram-se de uma vez, como se algo a tivesse chamado de volta. Mas não havia som. Não havia ninguém. Apenas o quarto. Aquele quarto grande demais, frio demais, estranho demais. Por alguns segundos, Zuri permaneceu imóvel, encarando o teto, tentando organizar os pensamentos que pareciam se atropelar dentro da sua cabeça. Então, como uma onda inevitável— Veio t

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