Sofia narrando O sol entra pela janela devagar, aquecendo o quarto enquanto eu arrumo a cama com calma. Depois do que a gente viveu nos últimos dias, tudo parece… mais leve. Não perfeito, mas leve. Lobo me deixou em casa mais cedo, antes de ir pra boca resolver as coisas dele. Ele não fala muito, mas eu aprendi a entender o silêncio dele. O jeito que ele aperta minha mão antes de sair, o beijo na testa, o olhar preocupado mesmo sem dizer nenhuma palavra. Fico um tempo sentada na varanda, olhando o movimento do morro. As crianças correndo, os rádios dos vapores gritando informação de um lado pro outro… E eu ali, no meio disso tudo, tentando entender como fui me apaixonar por um homem tão bruto… tão fechado. Mas tão meu. Pego meu caderno e começo a escrever umas coisas. Talvez um

