Barbara narrando O som do baile vibrava no peito, a batida forte, o cheiro de perfume misturado com o de bebida, a fumaça no ar. Eu precisava disso. Dançar. Rir. Me sentir viva. Me lembrar que eu era mais do que tudo que tinha vivido no passado com ele. As meninas me puxaram pro meio da pista. A gente dançava solta, livre, quando senti aquele olhar pesado, queimando minhas costas. Virei e lá estava ele. Marcão. Parado, com os braços cruzados, os olhos cravados em mim. Dava pra ver de longe a raiva nas veias dele. E eu sabia… conhecia esse olhar. Conhecia muito bem. Continuei dançando. Ignorei. Finjo que não vejo. Mas ele não é homem de aceitar ser ignorado. Do nada, sinto a mão dele no meu braço. Firme. Forte demais. — Me solta, Marcão! — grito, tentando me desvencilhar. — Tu é mi

