Encontro

1638 Palavras
Lenita já estava há 5 minutos na frente do fórum e já estava quase saindo do carro para arrastar Jorge de lá. Lenita já tinha todo o roteiro pra traumas que não tinha; ela não iria dar munições pra ele um dia usar contra ela. Lenita já estava perdendo a paciência, ela saiu do carro e Jorge estava saindo do fórum. – Me perdoa, acabei ficando enrolado! – Jorge diz, segurando as mãos dela. – Já iria te tirar do Fórum. – Tava em audiência, me perdoa? Foi de última hora! – Lenita suspira. – Tudo bem, perdemos a hora no restaurante – ele acaba sorrindo. – Não era eu que iria fazer isso? – Imaginei que iria estar ocupado – ele sorri. – Marquei para 8:30 – ela franze a testa. – Marcou? – Sim, estava querendo sair mais cedo, comprar uma coisa para você, mas infelizmente não deu certo. – Compra o quê? – Jorge sorri. – Vamos pro carro que te conto – O meu está bem aqui. – Então me dê a chave, não vou deixar você dirigir. – Jura mesmo que vou deixar você dirigir o meu carro? – Ela vai até a porta do passageiro e abre a porta para ele. – Entre, princeso! – Jorge dá uma gargalhada. – Não, você já veio aqui e me esperou, não vou ser um fdp com você, você merece o meu melhor lado. – Lenita levantou uma sobrancelha e entrou no carro; Jorge fechou e foi para o lado do motorista. – Posso deixar minhas coisas aqui atrás? – Pode! – Jorge deixa as coisas dele no banco de trás do carro de Lenita. Jorge ajeita o banco do carro por conta da diferença de altura dos dois. – O que iria comprar? – Lenita pergunta curiosa. – Curiosa. – Bastante! – Lenita sorri, e Jorge fica olhando pro sorriso dela. Ela para de rir e os dois ficam se olhando; os dois perceberam que nenhum desviaria os olhos, eles tinham essa mania. – Por que não abaixa o olhar? – Por que faria isso? – Normalmente as mulheres fazem isso. – Quando se sentem intimidadas, eu não me sinto intimidada. – Por quê? — Eu sei que não me machucaria, não de jeito r**m — Jorge acabou gargalhando, mas vai se aproximando de Lenita; ele queria mais proximidade. Lenita coloca a mão no meio do rosto dele, que pega e, em um momento de descontração, morde de uma forma leve que faz Lenita acabar rindo. – Quem diria que o grande Jorge Albuquerque sabia brincar? – Sei fazer muita coisa. – Como o quê? – A voz de Lenita sai quase igual a um ronronar. Jorge sorriu olhando todo o rosto de Lenita; ele ainda estava com a mão dela na dele. Jorge leva a mão de Lenita à boca, dando um beijo. – Só você querer descobrir! – Ele solta a mão de Lenita e liga o carro, levando os dois para o restaurante. Lenita olha pra frente, mas tenta reprimir um sorriso. Eles chegam no restaurante, Jorge dá o nome e logo são levados para a mesa em que iriam jantar. A noite correu entre risos e conversas animadas. Jorge ainda não tinha encontrado uma garota mais nova que ele com uma conversa tão agradável; até as estagiárias que apareciam para ele pareciam fúteis,mas, com toda a soberba da Lenita, ela parecia humilde. Era um equilíbrio meio estranho. Lenita, mesmo não querendo, estava deixando transparecer um lado que não queria mostrar para Jorge, mas a conversa estava tão tranquila e animada que às vezes acabava saindo esse lado que só as irmãs tinham visto. Depois do jantar, Jorge pediu a conta. – Quer terminar a noite na minha casa? – Lenita pergunta depois que o garçom saiu com a conta paga. Jorge achou muito tentador o convite. – Acho melhor não! – ele diz e os dois levantam. Mas Lenita não vê que outro garçom está vindo e acaba derrubando bebidas nela; o vestido marfim que Lenita estava fica todo sujo de vinho. Por alguns segundos o tempo para. – Porque tu não presta atenção! – um outro homem grita – Fui eu que esbarrei nele – Lenita diz. – Ele não teve culpa. – Senhora, é a terceira vez que ele faz isso, ele já estava avisado. – Por favor, não, não posso perder... — Vai começar de novo com esse papo de mãe doente e tem que estudar, pega as tuas coisas e vai embora agora! — Lenita vê o rapaz totalmente derrotado indo para fora do salão. — Senhora... – Não fala comigo! – Lenita sai pisando forte e Jorge sai logo atrás. – Lenita! – Jorge alcança ela próximo do carro, quando Jorge vira, Lenita vê os olhos cheios de lágrimas. – Por que está assim? – O rapaz foi humilhado por causa de mim. – Senhora? – Os dois olham para trás. – A senhora pode me entregar o seu vestido? Vou mandar lavar e entrego onde a senhora mandar.– Lenita olha para o rapaz. Logo o lado empresária dela aparece. – Você estuda o quê? – o rapaz olha confuso para ela. – Contabilidade; – Falta muito pra se formar? — Mais um ano — Lenita abre o carro e pega um dos cartões de visita. – Amanhã, nesse endereço, é só falar que quer falar com Eva Mendes. – O rapaz pega o cartão de visita de Lenita. – Senhora, eu estraguei o seu vestido. – Isso? – ela aponta para o vestido. – Moda antiga, posso comprar outro. Amanhã, às 10, Eva odeia atrasos. – O rapaz sorri. – Obrigado, estarei lá. — Ótimo! — O rapaz sai e Jorge fica olhando pra ela. – Consciência pesada? – Lenita olha para o Jorge. – Também, se for verdade que ele tem mãe doente e trabalha pra ajudar e estudar, vale a pena ajudar. – Já ouviu dizer que quem tem pena do desgraçado fica no lugar dele? – Lenita se aproxima dele; o cheiro de vinho misturado com perfume dela fez a nuca de Jorge arrepiar; o cheiro ficou totalmente exótico e sensual. – Ficaram com pena de mim e das minhas irmãs, e olha onde estamos hoje. O que mata é a ingratidão — ela diz, olhando bem fundo nos olhos de Jorge. Dessa vez quem desvia o olhar é ele. – Quer trocar de roupa? Minha casa é aqui próximo – Lenita sorri. – Só se dormi com você! – Dormi comigo? – Sim, só dormi – Jorge acaba rindo. – Tá ok! – os dois entram no carro e vão pra casa de Jorge. A casa de Jorge era uma mansão antiga, herdada; era uma casa de família. Lenita ficou encantada com a casa. – Bonita sua casa. – Obrigado! – Jorge sai do carro e abre a porta para ela sair. Lenita sai do carro com uma bolsa que ela sempre deixa no carro para alguma emergência; ela olha ao redor e dá para ver o requinte em tudo. Assim que entraram na casa, Jorge leva Lenita para o quarto dele. – Vou pegar uma toalha pra você!– Jorge diz e Lenita entra no banheiro com a bolsa e tira o vestido sujo de vinho, ate a lingerie de Lenita ficou sujo de vinho. "Vou ter que jogar fora esse vestido." Lenita pensa olhando o vestido no chão. Lenita vai para o box e toma um banho usando os produtos; de propósito, ela deixa um frasco de sabonete líquido no banheiro de Jorge. – A toalha está na porta! – Jorge diz. – Obrigado. – Deixei uma blusa minha em cima da cama. – Obrigada! Lenita termina o banho e vai fazer a sua rotina noturna de cuidados com a pele, escova os dentes. Ela pega a toalha que estava na porta e sai enrolada. Jorge estava sentada na beira da cama olhando o celular e levanta a cabeça. Jorge olha Lenita sem maquiagem e sorri. – O que foi? – Nada! – Ele levanta e entrega um blusão dele pra ela. – Obrigada – ela pega sorrindo. Ele vai para o banheiro tomar o banho e tira o cansaço do dia. Depois que ele entra no banheiro, ela veste o blusão, que fica enorme nela. Lenita começa a ficar nervosa. Com toda certeza ele iria querer algo que ela não estava pronta para fazer, e foi ela que insistiu para ir para casa dele. Lenita pega todas as coisas dela e sai quase correndo da casa de Jorge. O carro era dela mesmo, então ela entra e sai da casa do Jorge. Depois de alguns minutos, ela chega em casa; assim que para na garagem, ela recebe uma ligação da Melissa avisando o que tinha acontecido com as meninas. – Tá indo pra delegacia? – to. – Ok, vou ficar acordada esperando vocês. – Tá bom. – Assim que ela desliga o celular de novo, era Jorge. Ela respira fundo e atende. – O que aconteceu? Cadê você? — Jorge diz assim que ela atende. — Desculpa ter saído assim, aconteceu uma coisa com minhas irmãs e tô indo até elas. – Algo grave? – Não, só me desculpa. – Tudo bem, entendo, família é importante. – Sim. – Suas coisas que ficaram aqui? — Deixa aí, vai que um dia eu precise quando estiver aí. – Sinal que vai voltar? – Vou sim. – Bom saber. – Jorge, a noite foi maravilhosa. – Também achei, obrigado. – Eu que agradeço. – Amanhã a gente pode almoçar. – A gente vê direitinho. – Tá ok, boa noite, Lenita. – Boa noite, Jorge – eles desligam. Lenita sorri olhando pro teto do carro. Jorge sorri, jogando-se na cama. Os dois estavam se gostando, mas estavam negando isso!
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