Casual

1655 Palavras

Lorena narrando. Chegar ao apartamento de Eduardo naquela noite teve um gosto diferente. Não era pressa, não era expectativa nervosa. Era uma antecipação calma, quase confortável, como se o corpo já soubesse que ali não precisava se defender de nada. Ele abriu a porta antes mesmo de eu tocar a campainha, como se estivesse me esperando atrás dela. — Sinta-se em casa, querida — disse, com a voz baixa, firme, aquele tom que nunca parecia casual. Assim que atravessei a soleira, fui envolvida pelo cheiro dele misturado ao ambiente. Era algo limpo, discreto, quente, impossível de definir com precisão, mas fácil de reconhecer. Aquele cheiro que não é só perfume, é presença. Fechei a porta com cuidado, como se o simples gesto já marcasse uma transição entre o mundo de fora e o que existia ali

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