Lorena narrando. Eu me sento na poltrona do so seu veículo de asas, ainda tentando assimilar tudo o que aconteceu nas últimas horas — ou dias, talvez. A noção de tempo se mistura com o cheiro dele, o toque dele, a voz dele. Dessa vez, Eduardo não espera para decidir onde vai sentar. Ele simplesmente se acomoda ao meu lado como se sempre tivesse sido assim, como se esse lugar fosse dele, a meu lado, ponto final. Minha mão está sobre meu colo, inquieta, até ele agarrá-la com a própria. Seus dedos envolvem os meus, quentes, firmes, seguros. Ele traz minha mão até a boca e deixa pequenos beijos ali, tão suaves que quase me desmontam. — Para. — murmuro baixinho, mas sem força alguma. Ele só sorri contra minha pele, beijo após beijo. Eu suspiro sorrindo levemente e me rendo, encostando a c

