Cavaleiro Narrando Saí da mansão, tinha uma reunião na sede. Mas antes, deixei claro para os seguranças e para a empregada: — A Lorena não sai da casa. Pode andar onde quiser, mas os portões ficam fechados. Se alguém vacilar, paga caro. Eles assentiram, sérios. Eu não repito ordem. Entrei no carro e deixei a mansão para trás. O caminho até a sede do Comando foi rápido, mas suficiente para organizar na mente tudo o que precisava resolver. A política e o crime nunca param, e eu não sou homem de perder tempo. Cheguei. O galpão por fora parecia abandonado, mas lá dentro era o cérebro da nossa facção. Quem controla dali, controla metade da cidade. Abri a porta da sala principal e vi quem já me esperava: Sofia, a advogada, elegante, óculos finos, olhar cortante; e Terror, meu braço direito,

