Cavaleiro Narrando Voltei pra casa depois daqueles três dias fora. O carro entrou pelo portão principal, seguranças se movimentando como sempre, mas meu foco não tava em nada disso. Entrei, cumprimentei rápido quem estava no caminho e subi as escadas direto. A mala podia esperar, relatórios também. O que eu queria naquele momento era uma coisa só: Lorena. Bati na porta do quarto dela. Silêncio. Então falei firme: — Lorena, abre aqui. A porta se abriu devagar, ela apareceu e se afastou, permitindo que eu entrasse. Fechou atrás de mim sem dizer nada. O quarto tinha aquele cheiro dela, mistura de sabonete e rebeldia. Sentei na cadeira em frente à cama, de frente pra ela, que continuava de braços cruzados, olhar duro. Respirei fundo, soltei devagar e falei o que precisava. — Eu tava com

