Cavaleiro Narrando Abri um sorriso torto quando ela disse que não gostava de nada que vinha de mim, o gosto dela queimava na minha boca. A ousadia dessa garota mexe comigo de um jeito que eu não consigo explicar. A verdade é que minha vontade era outra: virar ela de costas e estalar a mão no bumbüm até ela aprender a me respeitar. Mas não. Eu me segurei. Eu sou o Cavaleiro, e até o prazer eu administro na medida que quero. — Vai pro teu quarto, Lorena — falei firme, o tom não deixava espaço pra discussão. Ela, atrevida como sempre, apenas sorriu, limpou o cantinho da boca com a ponta do dedo e ergueu o olhar cheio de malícia. — Tá mandando, né? — Eu nunca peço. Eu ordeno. Ela deu de ombros, ainda sorrindo, como se fosse dona de um segredo que só ela sabia. Subiu as escadas reboland

