Reviravolta

837 Palavras
Chego em casa, jogando a mochila no sofá e indo na cozinha beber uma água e ver o que tem de almoço, me deparo com a nossa empregada doméstica, Maria, um doce de pessoa a considero como uma tia, me conhece desde quando eu nasci, está a muitos anos na casa da nossa família. Chego abraço ela, e beijo a sua testa ela se vira retribuindo o meu gesto. - Como vai minha linda? Como foi a aula? Mariel - Estou bem Maria, e você como está? A aula foi chata como sempre. Maria - Estou bem minha filha, fiz strogonofe de frango que eu sei que você ama, Abro um sorriso carinhoso, amo quando ela tem esses pequenos gestos para me agradar, só tenho ela, ela tem muitas atitudes que Me lembram a minha mãe, fico lembrando da gente almoçando juntas , fazendo comida juntas, e sinto um aperto no peito lembrando dela, ficando triste automaticamente. Maria - O que foi minha filha? eu estou te achando tão abatida nesses dias, precisa sair dessa casa um pouco para curtir a sua juventude. Mariel - Eu queria mesmo que fosse fácil assim Maria, você sabe que vivo em um cativeiro aqui, pelo menos com a minha mãe os dias eram mais leves agora sem ela, não tenho nem mais vontade de viver. Falo com semblante triste, e um pouco abatido cansada de todas as humilhações que passo nessa casa. Maria me abraça suspirando, sei que ela também sente muito falta da minha mãe, apesar de ser a sua funcionária, elas eram muito amigas, minha mãe sempre foi muito humilde diferente do meu pai e essazinha que tenho que chamar de madrasta. Falando na cobra.. Adriana - Ah chegou a morta de fome, você tem sorte que não engorda Mariel, se não já ia estar um balão, só vive comendo e dormindo, não faz nada de útil nessa casa, nem pra estudar você serve, você já pensou como vai passar na oab? Deu uma risada quê ecoou por toda cozinha. Adriana - você tem muita sorte de ter um pai com influências, porque sem ela você já estaria arruinada, não é útil para nada. Sinto dó do seu pai achando que você vai seguir a carreira dele sendo que você não serve para nada. Mariel - Chega Adriana, eu não aguento mais você me atormentando, o que você quer de mim em? Eu m*l responde as suas provocações, tento me esquivar de você toda vez, é mesmo assim você persiste em me perseguir, porque em? Falo já com lágrimas nos olhos, eu não sei brigar nem falar dos meus sentimentos sem chorar, infelizmente. Adriana - Tá vendo, m*l se defende e já está chorando, vai ser assim que você vai ser advogada? Quando o advogado da parte contrária acusar o seu cliente e você ter que defender, vai começar a chorar? Deu outra risada, me olhando com olhar de deboche mais carregando muito ódio de mim. Adriana - Você é patética garota, vai anda, sai meu campo de visão que eu não aguento mais olhar pra essa sua carinha de vagabunda. Aberto as minhas mãos e engulo seco, com vontade de dizer todas as verdades que guardo comigo, só que não consigo, pois ela sabe me atingir falando dos meus pontos fracos. Olho pro chão desviando com lágrimas nos olhos e vou para o meu quarto, tranco a porta e me derramo de chorar na minha cama, ficando fraca e caindo no sono. Acordo as 18h, com alguém batendo na porta. Mariel - Não quero falar com ninguém, vai embora. Maria - Sou eu minha filha, abre a porta quero falar rapidinho com você. Levanto suspirando com os olhos inchados, e vou abrir a porta para Maria, ela tem me ajudado durante esse ano que a Adriana veio morar aqui em casa, nunca tive atenção dele, mas não precisava me preocupar já que ele não ficava em casa mesmo, já com ela aqui ‘me atormentando, não consigo ficar em paz um dia, tem vezes que chego da faculdade e já me tranco no quarto para não ter que me encontrar com ela e ouvir as suas provocações. Ela entra no meu quarto senta na cama olhando os meus olhos, e eu desvio olhando para o chão, envergonhada por estar com o olho inchado de tanto chorar. Maria - Minha filha, eu sei que é difícil a sua convivência com ela, você sabe que não gosto quando ela te trata desse jeito, mas, eu não posso me intrometer para não perder o meu emprego, não ligo pro emprego, pois abri uma lanchonete na Rocinha onde moro, só estou aqui por você minha menina. Você precisa conversar com o seu pai, e sair daqui, você tem a herança que a Dona Lúcia deixou para você, aluga um apartamento e vai morar sozinha, eu vou te ver quando precisar. Respiro fundo pensando, e não digo nada. Ela entende que não quero conversar e apenas me abraça não dizendo mais nada.
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