É uma linda noite de sexta-feira, enquanto estou dando uma palestra on-line até meu telefone tocar. Ele me mostra a identidade de Ananda e fico preocupada, pois é muito raro ela me ligar nos finais de semana e principalmente nas noites de sexta.
Eu recebo a ligação.
—Alô , eu respondo.
—Olá, eu sou o Ronaldo. Você não me conhece, mas estou na frente do Helms, sua amiga está bem bêbada e perdida agora. Eu esperava que você pudesse vir buscá-la. “É uma bagunça de vômito”, o homem me diz.
- Oh, Deus! Ei, espere, Helms-perguntado.
—É um clube bem famoso no centro da cidade. Você pode se apressar? —pergunta um pouco irritado.
—Ok, estou indo. “Espere 25 minutos”, respondo.
Depois disso, pulo da cama. Estou vestindo minha confortável calça azul e uma camiseta branca. Está frio lá fora, então pego meu moletom e, sem perder um minuto, saio do meu apartamento. Uma vez lá embaixo, chamo um táxi, digo a ele para me levar até Helms e o motorista não pede mais informações.
Depois de 20 minutos estou na frente de Helms, mas não vejo Ananda lá fora, então disco o número dela uma vez, mas ninguém atende. Há uma fila do lado de fora da boate, quase quinze pessoas estão na fila. Vou até o porteiro na entrada da boate, mostro a foto dela e pergunto sobre ela. Ele a reconhece e me diz que ela acabou de voltar.
Balanço minha cabeça em descrença. Disco o número dele novamente, mas ninguém atende. Agora estou em pânico. Terei que tentar convencer o gorila se quiser entrar para procurar minha amiga.
— Serei rápida. “Eu juro”, eu digo.
Ele parece sombrio por um momento, mas depois me deixa passar. Ao entrar sou recebido por uma música muito alta, pessoas suadas estão em quase todos os lugares juntando seus corpos. É a terceira vez que entro num clube; antes disso, foi Paulo quem me levou duas vezes, depois do nosso casamento.
— Os clubes de Windows não são páreo para isso , penso. É tão grande que é quase impossível encontrar alguém aqui.
Tento andar e olhar para todos os lados enquanto alguns bêbados esbarram em mim. Então decido fazer meu caminho com cuidado, pois todos ao meu redor estão muito perdidos dançando, bebendo e se abraçando.
Dez minutos se passam e Ananda não é encontrada em lugar nenhum. Vou até o bar onde há menos pessoas e ligo para ela novamente. Dessa vez alguém atende, mas a música é ensurdecedora e não consigo tirar nada disso. Então o telefone é desconectado. Tento olhar ao meu redor ainda parado perto do bar e de repente recebo uma mensagem:
— Oi Bianca, Ananda está bêbada e desmaiada agora. Vou levá-la para casa.
“Jean, beijos”
Jean é o namorado de Ananda, então respiro aliviada.
—Então, que diabos é Ronaldo? Penso, olhando para a pista de dança. Olho novamente para o meu celular e começo a responder:
—Eu tenho que ligar para alguém chamado Ronaldo. Ele me disse para buscá-la em Helms.
Depois de alguns minutos, recebo uma resposta.
—Aconteceu a mesma coisa comigo, tirei daquele garoto. Você não precisa vir. Desculpe por incomodar.
Suspiro de alívio e começo a caminhar em direção à saída. Quero dizer a ele que estou aqui, mas então penso que é melhor pegar um táxi. Estou escrevendo “OK” para Joel quando uma mão toca minha b***a com força, depois virar e minha cabeça bate em um peito duro.
Alex acha sexta-feira tão chata. Nada que eu já não tenha visto. Agora estou sentado em uma sala privada do meu clube com meus amigos Dudu, Tom, Everaldo e algumas outras pessoas. Todos estão muito interessados no casamento de Dudu, que acontecerá daqui a dois meses. E eu simplesmente não poderia me importar menos. É por isso que me concentro o tempo todo na bebida que tenho nas mãos.
Pouco depois, Tom sugere que deveríamos descer, atacar algumas garotas e nos divertir muito. Dou um suspiro de alívio porque qualquer coisa é melhor do que ficar sentado aqui ouvindo o lixo de que falam.
Saio da minha área privada e dou longos passos em direção ao bar, deixando meus amigos à distância. Quando chego peço algumas doses de tequila para mim e para eles. Enquanto espero, fixo meus olhos em uma linda loira de vestido curto vermelho brincando com seus cabelos; faço um gesto para o cara no bar pedindo bebidas grátis. Quando aquele cara conta a ela sobre mim, ela olha para mim e me dá seu melhor sorriso sexy. Eu respondo com um sorriso que diz de nada.
—Ei, olha aquela esquisita. Quem vem a um clube assim? —Tom diz.
Meus olhos se desviam daquela beleza loira para a garota para quem Tom está apontando.
Vejo uma garota de calça azul e moletom preto. Seu rosto não está claro devido à pouca luz no clube. Mas quando ela se aproxima do bar, a luz deixa seu rosto claro. Ela parece um pouco frenética e imersa no celular. Ela fica ao lado de um banquinho livre, mas nunca se senta. Ele tem cabelo castanho escuro, olhos pretos e morde constantemente o lábio inferior.
— Sim, isso é estranho, comenta Dudu. Então ele começa a conversar com os outros sobre as belezas que andam pelo clube e as aponta.
Mas por alguma razão desconhecida estou olhando para o outro lado. Eu olho para aquela garota. Ela é mediana, nem usa maquiagem. Mas então, ao olhar para o celular, ela suspira e inclina o pescoço para trás, seu lábio inferior se liberta daquela tortura constante e eu finalmente tenho uma ereção. Neste momento eu sei que quero esse mesmo rosto, essa mesma expressão na minha cama enquanto a penetro.
Ela está parada a apenas cinco passos de mim.
—Ei, olha aquela brasa vermelha. Ela está olhando para você, Alex, ouço dudu dizer. Então olho para a loira por um momento e quando olho de volta para a garota de moletom, ela já está indo embora. Meus amigos estão ocupados conversando e bebendo álcool de graça.
— Tenho que ir, digo a eles e, sem esperar resposta, começo a andar no mesmo caminho que ela. Ele segue em direção à saída.