Me senti naquele estado entre acordada e inconsciente, oscilando sempre. Ouvia vozes, vindo de não muito longe e o barulho de uma televisão. Minha boca estava seca e meu corpo continuava a dor incessante. Semicerro os olhos, quando a porta do cômodo abre, uma silhueta caminha até mim. Virando o que me pareceu ser um balde sobre minha cabeça, tirando meu fôlego. Encaro a silhueta de volta, com o coração batendo forte no peito, percebendo que era Gael. Objetivamente, ele poderia ser considerado bonito, mas não senti a menor atração. A única coisa que continuava a sentir, era raiva. Estava assustada e sentia repulsa pelo criminoso parado à minha frente, uma reação perfeitamente normal. Me obrigando a levantar, me puxa até uma cadeira ao lado, me empurrando co

