Dante A manhã chegou trazendo uma leve sensação de calmaria, mas não por muito tempo. O mundo fora daquele quarto continuava girando, cheio de perigos e intrigas, e eu sabia que não poderia manter Isabela afastada disso para sempre. Ela dormia profundamente ao meu lado, os cabelos espalhados pelo travesseiro, os lábios entreabertos em um resquício de tranquilidade que eu raramente via nela. Era a primeira vez, em muito tempo, que eu me sentia em paz. Mas essa paz foi quebrada por uma batida firme na porta. Levantei-me com cuidado para não acordá-la, vesti uma calça rapidamente e fui atender. Do outro lado estava Enzo, meu braço direito, com uma expressão que não prometia nada de bom. — Temos um problema. — Ele começou, baixo o suficiente para não chamar atenção. — Sempre temos proble

