KIARA Nino se mexeu ao meu lado e meus olhos se abriram. Assim como aconteceu nas últimas manhãs desde o nosso jantar, me aconcheguei a ele à noite e me enfiei sob seu braço, minha cabeça na curva de seu pescoço, meus joelhos pressionados contra o seu lado. Seu calor e aroma reconfortante envolveram-me e conseguiram banir os pesadelos. — Desculpe, — eu murmurei como fazia todas as manhãs, porque tinha quase certeza de que a posição não poderia ser confortável para Nino, mas ele nunca me afastou. Eu me sentei, liberando o braço dele. — Seu subconsciente busca proteção à noite, e eu posso provê-la, — ele disse com um encolher de ombros quando se levantou. A cueca apertada não fez nada para esconder o contorno dele. Forcei meus olhos para longe, meu coração batendo mais rápido. Ele pe

