Eu balancei a cabeça, confusa: - Eu nem sei se vale a pena contar, Heitor. Sinceramente, não vejo futuro nesta relação. Nem começamos e olha como está. Como disse, já sofri demais e não quero seguir com algo que já dá errado de antemão. - Não imaginava você tão pessimista. - Mas eu imaginava você safado e desclassificado. E que não mudaria. Ele veio até mim e tirou do bolso a calcinha branca, colocando na minha mão: - Acha que se você não significasse nada na minha vida, eu estaria com isso no meu bolso? Olhei para o minúsculo pedaço de tecido rendado na minha mão, levemente amassado. Por que diabos ele levava aquilo no bolso? - Pervertido. – falei, sentindo a voz fraca, já me derretendo. – Tarado. - Desclassificada. – Se aproximou de mim, lentamente, enquanto me encarava. Confor

