Capítulo 4 - Encantada

1151 Palavras
Maria Alexandra estava feliz pelo convite de Gabriel. Ele era um pouco misterioso, mas logo o conheceria melhor. Já estava arrumada quando Ariela bateu na porta... - Posso entrar filha? - Entre mamãe. Como estou?  - Estás linda querida. O teu pai sabe desse jantar?.. - Sabe sim mamãe. Acreditas que o Gabriel pediu a permissão dele? - Acredito filha. Ele tem amor a sua vida.... - Riram as duas. Você gosta dele Alexandra? - Sim. Gosto muito. Mas... - Mas o quê querida? - Eu acho que estou a me apressar mamãe. m*l o conheço e.... - Filha! Eu entendo que te sintas encantada e confusa. Mas, não dês nome ao que sentes está bem? Apenas vai jantar e divirtam-se. - Obrigada mamãe. É sempre tão bom falar com a senhora. - Sabes que podes sempre contar comigo. E por favor não chegues muito tarde. Tens aulas amanhã. - Sim senhora. Vou descer agora. O Sr. Nuno vem pegar a gente. Alex desceu e viu Gabriel a esperando. Ele também estava muito elegante e sorriu quando a viu. - Boa noite senhora Narvais. - Boa noite Gabriel. Não venham tarde por favor. - Sim senhora. Vamos Alexandra? - Claro. Até mais mamãe. - Tchau filha. Foram levados por Sr. Nuno que agora estava casado com alma e era como da família de Alexandra. Quando parou no restaurante Sr. Nuno virou para eles. - Venho pegar vocês em duas horas. Pode ser? - Claro Sr. Nuno. A gente espera o Senhor no jardim das rosas. - Está bem. Bom jantar. Desceram e após confirmarem as reservas foram levados à mesa. Fizeram os pedidos e Alexandra não aceitou nada com álcool para não chatear Octávio, e porque teria aulas no dia seguinte. - Sabes Alexandra! Eu sinto um pouco de inveja de ti e do Thiago. - A sério?? - Mas nada malvado. É que... Eu não tenho uma família como a vossa. E sou único filho. - A mamãe também é única. E foi criada num orfanato. - Sério?! - Sim. Mas ela veio para aqui, conheceu o papai e nunca mais saiu. - Eles parecem tão apaixonados. - E são. Desde que a gente era criança que os vemos assim. Tão felizes e unidos. - Eu percebi. Nunca vi isso com os meus pais. - Eles estão vivos? - Minha mãe está. O meu pai ele... Se suicidou. - Eu sinto muito. - Obrigado. A minha mãe é... Uma mulher controladora e sempre nos tratou como se fosse nossa dona. - Por isso estás aqui? - Sim. Eu a abandonei. Talvez ela mude depois disso, e quem sabe pode tornar-se uma mãe melhor. O garçon chegou com os pedidos e eles calaram. O jantar seguiu tranquilo e mais animado. Alexandra contou a história da ilha que sua mãe tinha ouvido de Nana. - A Nana ia adorar você Gabriel. - Nana?! - Sim. A minha bisavó. Morreu a alguns anos e ainda sinto muita falta dela. - Devia ser muito especial. - E era. A mamãe a adorava. Vamos? O jardim das flores tem uma sorveteria. Pagaram a conta saíram para caminhar. Estava uma noite linda e iluminada pela lua cheia. - Eu realmente estou a gostar de estar aqui. Esta ilha é espectacular. - É mesmo. Não posso me imaginar fora dela. - Eu já estou a me sentir do mesmo jeito. Mas, ainda tem alguns assuntos na Cidade que eu preciso de resolver. Só assim estarei novamente livre. - Eu entendo. Falas da tua mãe? - Sim. Especialmente dela. Não gosto de ser controlado ou tratado como um menino. Mas ela é a minha mãe. Apesar de tudo eu a amo. - E acho isso maravilhoso Gabriel. O que vocês precisam é de conversar e acertar os pontos. Tudo vai dar certo. - Obrigada por me ouvires. Quando eu estiver pronto vou ligar para ela. Pedirei á ela que venha até aqui para falarmos pessoalmente. - Ela será muito bem - vinda. - Obrigado. Gabriel ainda não estava pronto para dizer á Maria Alexandra porque tinha se afastado da mãe. Não era apenas por ela ser excessivamente controladora, mas também porque ela o quis sujeitar á uma relação sem amor. Após um mês na Ilha Esmeralda Gabriel percebeu as mudanças em si mesmo. Ele estava mais feliz, relaxado e até se dispôs a ajudar Thiago que estava prestes a fazer o exame para a ordem dos advogados. Os dois se tornaram melhores amigos e passavam muito tempo juntos. Gabriel sentia que agora tinha uma verdadeira familia, e nem pensava mais do domínio de sua mãe. Aliás, em algum momento teria que lidar com isso, pois não pretendia estar escondido por muito mais tempo. Ele estava sentado na praia com Thiago, quando este perguntou. - Gabriel... Vou perguntar algo. Seja sincero comigo está bem? - Claro amigo. O que é? - Sentes alguma coisa pela minha irmã?. - Sim amigo.. Eu não pensei que isto aconteceria tão rápido... Mas estou apaixonado por ela. - Entendo. E ela já sabe disso? - Não. Claro que não. Por enquanto somos apenas bons amigos e... - E o quê?. - Eu adoro você Thiago. És como um irmão e não quero perder a tua amizade e confiança. - E porque isso havia de acontecer? - Porque ele é o meu noivo... Ao ouvir aquela voz Gabriel levantou as pressas. Não tinha visto Karina pessoalmente, mas viu várias fotos mostradas por sua mãe. - Karina!?. O que você faz aqui? - Noivo!?.... - Thiago repetiu. - Sim Sr. Narvais.. O Gabriel e eu.... Estaríamos noivos se ele não tivesse fugido. - Você mentiu para mim Gabriel? Achei que eu fosse o teu melhor amigo. - E és. Thiago por favor. Há uma explicação para isso. - Não sei se a quero ouvir. Fica longe de mim e da minha irmã. Thiago saíu furioso e Gabriel olhou para Karina que estava assustada. - Como você me encontrou? - Meu pai tem muitos recursos. Não foi difícil. - É mesmo? E porque ele não achou outro i****a para vender para você? - Eu nao quero nada com você Gabriel. Apenas me vinguei por me teres abandonado sozinha mais de uma vez. - Agora estamos quites Karina. Some daqui. - Tudo bem. Mas saiba que a tua mãe está apavorada. - Não me importa. Agora por favor vá embora dessa ilha. Eu me entendo com a Antónia. - Tudo bem. Gabriel eu... Lamento. O teu amigo ficou muito zangado. - Eu sei.. Vou me entender com ele. Agora some da minha frente para sempre. Karina foi embora sem olhar para trás. Sabia que Gabriel jamais olharia para ela e preferiu não se rebaixar ainda mais. Por outro lado, Gabriel teria muito que explicar, ou então perderia o seu melhor amigo e a confiança de Maria Alexandra. Sem falar que Octávio o poderia expulsar da ilha.
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