A melodia de repente estava alta, tão alta que despertei. Quando abri os meus olhos, estava ofegante e até mesmo um pouco tonta. Olhei em volta, um pouco surpresa que isso tinha mesmo dado certo. “Lisa, conseguimos!”, pensei entusiasmada. Dobrei meus joelhos sobre a areia. A areia vermelha, diferente do que eu imaginava, era fria, tanto quanto o vento que soprava os meus cabelos. Tirando Preciosa do pulso e colocando-a perto de mim, tomei a forma de lobo e comecei a cavar. Quanto mais fundo eu cavava, mais rápido meu coração disparava. Cavei até que a parte superior da porta estivesse exposta. Não conseguiria descobrir a câmara toda, ainda mais com o vento trabalhando contra mim, sempre soprando de volta a areia que eu tirava. Esperava que apenas um pedaço da entrada fosse o suficiente.

