A intensa claridade me obrigou a fechar os olhos por um instante, mas quando os reabri, não havia luz alguma. “Que confuso!”, pensei enquanto encarava o conteúdo da caixa. Teria sido outro delírio da minha imaginação? — O que é isto? — perguntou Yslara, pegando uma das fotos no topo. Ela acompanhara meus movimentos, provavelmente curiosa com o que eu estava fazendo. Pelo seu olhar, estava claro que ela não viu a mesma luz que eu. — Uma imagem de mim e meus pais. Não os vejo faz um certo tempo. — Queria ter uma lembrança assim dos meus. Como se faz uma dessas? — É complicado de explicar. Melhor irmos comer — Yslara assentiu e devolveu a foto. Depois, me guiou até a cozinha e me mostrou as coisas que ela fez. Parece que cozinhar é uma das coisas que ela mais gosta. Ela me contou um pou

