Júlia narrando
Desde que voltei pro morro está tudo de boa, fazem duas semana desde que voltei, vou começar a trabalhar em um hospital no asfalto, não vejo a hora, pois já estava ficando entediada em casa. Nessas duas semanas vi o i****a do terrorista pelo morro algumas vezes e ele sempre de graça pro meu lado. Hoje é sábado é dia de baile aqui no morro e eu óbvio que vou, agora estou descendo o morro sentido ao asfalto, foi até a loja aonde a Cami trabalha, comprar um look babado, até porque essa noite nós vamos quebrar tudo.
Assim que chego na barreira peço um carro de aplicativo, eu preciso urgente comprar um carro já que deixei o meu em São Paulo com minha tia pra ela tentar vender; enquanto espero pelo motorista avisto o carro do terrorista descendo, continuo com o olhar no meu celular e quando menos espero ele para o carro do meu lado e abaixa o vidro.
Terrorista: Vai aonde baixinha? Entra aí que te levo.-ele fala me olhando
Júlia: vou dar um volta na pista, mas já pedi um carro, o motorista já está no caminho, mas obrigado.- falo mesmo sabendo que o motorista esta a 15 minutos de distância.
Terrorista: para de marra mandada, não vou te sequestrar nem nada do tipo, cancela aí e bora entra que vou te levar.- ele fala me olhando com uma cara de quem não vai desistir
Júlia: olha Bruno, eu estou tranquila em esperar o Uber, não precisa se preocupar e além do mais sua FIEL não vai gostar de saber que você anda me dando carona. - digo dando ênfase na palavra fiel, deboche? Eu amo
Terrorista: p***a de fiel Júlia, bora entra nesse carro ou eu vou descer e te sentar a força.- ele fala já abrindo a porta do carro, como eu sei que ele real me pegaria a força eu resolvi ceder.
Júlia: tá bom, eu entro sozinha; mais já vou te avisando se a Carol vier de graça pro meu lado eu não vou ficar quieta só por ela ser sua mulher não.
Terrorista: fica de boa, mas me fala ae, tá indo aonde?- fala saindo com o carro prestando atenção a sua frente
Júlia: estou indo no shopping na loja aonde a Camilla trabalha, preciso comprar umas roupas.
Terrorista: tranquilo, tá com pressa?- fala me dando uma olhada com aquela cara de safado dele.
Júlia: depende, quais seus planos? - falo cruzando os braços e rezando pra que ele não venha de graça e eu tenha que dar uns esculacho nele.
Terrorista: calma pow, só ia te chamar pra encostarmos num restaurante maneiro.
Júlia: ok, mas eu só vou porque estou com fome, e depois você vai me deixar no shopping e pronto.
Ele confirma com a cabeça e continua dirigindo o carro cantando o pagode que toca, vez ou outra pego ele me olhando, e eu apenas finjo que não estou vendo cerca de uns 30 minutos ele para o carro em um restaurante na beira da praia e o lugar é lindo, descemos e vamos até à recepção aonde uma atendente nos guia até uma mesa, a Safada nem disfarçou o interesse no Bruno, e isso me incomodou um pouco.
Terrorista: e aí? O que você vai querer?- fala olhando pro menu
Júlia: nao sei estou em dúvida, bom, pode ser esse escolha do chef, parece ser maravilhoso.- falo fechando o cardápio na minha mão
Terrorista: vão ser dois escolha do chef então, uma água com gás pra mim e pra você?- pergunta me olhando.
Júlia: uma H2O.
Terrorista: então é isso.- ele fala olhando pra atendente que continua se insinuando pra ele, após anotar os nossos pedidos ela sai rebolando.
Júlia: Então, você não deveria estar no morro, me lembro que dia de baile sempre era maior correria.- falo me lembrando de que ele m*l saia da boca em dia de baile
Terrorista: Está tudo nos conforme, Ws tá de frente resolvendo se tiver algum contratempo. E aí se vai encostar no baile hoje?- fala com olhar ficado em mim.
Júlia: Mas é claro que eu vou, 5 anos sem comparecer em um baile, e te falar os de São Paulo não chega nem aos pés dos baile daqui.- falo dando risada.
Terrorista: isso mesmo, mas me diz aí porque você foi embora pra São Paulo e agora resolveu voltar?- quando ele me pergunta isso, um filme passa na minha cabeça.
Júlia: ah, eu sentia que aqui nao estava me fazendo bem, queria fazer meu curso e como minha tia morava sozinha lá resolvi ir pra São Paulo ficar com ela, e com o tempo fui me acostumado com a rotina de lá; mas de um tempo pra cá, comecei a sentir falta do morro, de estar aonde eu sempre estive entende? Então resolvi pedir minhas contas do hospital aonde trabalhava e voltar pra cá.- falo apenas resumindo a história, eu não iria deixar ele saber que fui embora por conta dele.
Ele apenas confirma com a cabeça, como se soubesse que aquilo era apenas um boa desculpa pra um real motivo, logo em seguida nosso pedido chegou e sério, a comida era maravilhosa, vez ou outra nos olhávamos e falávamos sobre coisas aleatórias, eu me lembro o quanto eu amava ter esse lado Bruno, como uma pessoa normal a 5 anos atrás, sempre tínhamos momentos como esses, aonde o temido terrorista não existia, pelo menos pra mim.
Após terminarmos nossa refeição, ele pagou a conta e ficou muito puto quando eu falei em pagar metade, fomos pro carro e ele dirigiu sentido ao shopping, depois de um tempo quando chegamos ao shopping ele parou para que eu pudesse descer ele disse que precisava voltar pro morro pra resolver um b.o que o ws não tava dando conta.
Júlia: bom, obrigado pelo almoço eu adorei e obrigado por me trazer até aqui também.- falo soltando meu sinto olhando diretamente pra ele.
Terrorista: é nós baixinha, só não falo que te espero porque surgiu esse b.o aí.
Júlia: não precisa se preocupar até porque vou demorar aqui.- falo e vou abrindo a porta do carro, quando ele segura meu braço e me dá um beijo, eu queria me afastar, eu juro que queria, mas foi mais forte que eu, e quando me dei conta eu já estava correspondendo ao seu beijo, p***a como eu senti saudade desse beijo. Paramos o beijo por falta de ar, e ficamos com as testas coladas por alguns segundos. Eu então me afasto, agradeço mais uma vez e desço de carro caminhando sentido a entrada do shopping, quando olho pra trás vejo o carro dele se afastando e então solto o ar que nem sabia que estava prendendo.
Caminho pelo shopping meia aérea, isso não poderia ter acontecido, mas ao mesmo tempo foi tão bom, quando me dou conta estou entrando na loja aonde a Camila trabalha e assim que me olha ela vem na minha direção me atender, enquanto ela me ajuda achar um look vou contando o que aconteceu pra ela.
Escolhi um vestido, um salto e uma bolsa e vou até o caixa pra fazer pagamento, saio da loja e vou dar uma volta pelo shopping esperando ate dar a hora que a Camilla sai, assim voltamos juntas pro morro e ela se arruma lá em casa.