Capítulo 4 - Compromisso

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Capítulo 4 Compromisso Narrado por Mia Acordo com o som do meu telemóvel a tocar, olho para o ecrã e reviro os olhos. Que quererá a minha mãe?? Ela sabe que sai hoje cedo! Mia - Sim mãe - atendo muito a contragosto. Mãe - Bom dia Mia, onde estás? - ela pergunta. Onde estou??? Ela só pode estar de brincadeira. Mia - Mãe, sai do hospital às 8h00 da manhã. Mãe - Há pois foi, desculpa esqueci-me. Reviro os olhos, que paciência. Mia - Não faz m*l, vou continuar a descansar então - digo finalizando a conversa. Mãe - Mia, tu não te esqueceste do nosso compromisso hoje à tarde, pois não? Afinal a conversa ainda não foi finalizada, afff. Mia - Que compromisso? - não lembro de merda nenhuma de compromisso. Mãe - A prova dos vestidos Mia, como podes ter esquecido? A tua irmã fica furiosa quando te esqueces dos compromissos que tens com ela - ela diz chateada. Suspiro, que p***a, já me tinha esquecido mesmo da porcaria da prova. Mia - Não precisas de lhe dizer, não me apetece nada ter que levar com uma aula de moral, ok. Mãe - Ok, até logo então. Mia - Até logo mãe -Porcaria de prova - resmungo - era só o que me faltava. Tinha também uma mensagem da minha amiga Jenny. "Quando puderes liga-me amiga" Olho para as horas 12h40, ótimo, que bom, maravilha, não descansei p***a nenhuma. Já lhe ligo. Decido ir tomar um bom banho e almoçar antes de ir, não me posso atrasar, senão tenho que ouvir a senhora professora de Português e Matemática toda a tarde. A minha irmã quando quer, é uma chata de primeira. Tomo o meu banho, visto uns jeans de ganga clara e uma blusa creme, e por cima um casaco preto e tênis pretos. Continua a chover, o bom e velho tempo que se faz quase sempre em Seattle. Preparo uma salada e ligo então à Jenny. Ela atende ao terceiro toque. Jenny - Mia - está entusiasmada, demais da conta kkk - Tu não sabes o babado que aqui houve menina! Mia- Então? O que se passou? - pergunto curiosa. Jenny - Imagina quem apareceu aqui nas urgências com o nariz partido! PUTA QUE PARIU, nunca mais me lembrei daquele desgraçado, embora a minha mão ainda me doa kkk. Mia - Santo Deus, aquele filho da p**a foi para aí?? Jenny - Caraca, então foste mesmo tu que lhe deste um murro?? - ela começa a gargalhar alto. Mia - Fui, ele me chamou de vagabunda, já viste, o bicho tá doido, eu hein. Já aturei muita merda desse bofe, não aturo mais não. Jenny não para de rir. Jenny - Ele disse raios e coriscos de ti, só não te chamou santa e disse que estavas acompanhada pelo teu amante, e aí eu pensei cá para os meus botões, amante??? Quem é a figura que eu não sei de nada? Mia - Amante! É mesmo uma anta aquele atrasado mental - digo irritada. Conto então à Jenny o que realmente aconteceu. Jenny - Que bom samaritano. E era bonito ao menos? - ela pergunta toda atrevida. Eu paro para pensar e… Mia - Olha, depois falamos, tenho que ir ter com a Emily, e sabes como ela é quando nos atrasamos. Jenny - Oh sim, lições a esta hora não ahahah. Mas não penses que me vou esquecer desta conversa. Depois de desligar, fico a pensar no que ela perguntou. É, o homem tinha cabelo preto todo bagunçado, que lhe dava um ar muito sexy, uns olhos azuis que parecia que eu estava a olhar para o oceano, uma postura implacável, uma presença avassaladora, o bofe era bonito, ah c*****o, bonito não, lindo de morrer. Eu não estava precisando de ajuda, deu para ver não é, mas mesmo assim, o simples facto de ele lá ter ido, tentar salvar a donzela em apuros, caiu bem aqui no meu goto. Deixo este pensamento para lá, do gostoso do café e vou embora, senão Emily me mata. A Encalhada Perfeita Narrado por Mia Emily - E então? Vais levar acompanhante ou não? - pergunta a minha irmã. Reviro os olhos já prevendo o que aí vem. Mia - Não, não vou - respondo apenas. Nataly - O que aconteceu contigo e com o Damien? Vocês pareciam tão apaixonados - a minha mãe e as suas perguntas, nada indiscretas. Mia - As coisas não funcionaram, mãe - falo apenas. Nataly - Ele era tão bom rapazinho. Eu gostava dele, pensei que era agora que casavas, mas pelos vistos ainda não é desta - fala aborrecida. Mia- Ai mãe, que implicância - digo já chateada. Nataly - Não é implicância, é a verdade. A tua irmã é mais nova e vai casar já no sábado e tu? Contínuas encalhada. Mia - Mas que coisa, até parece que eu tenho 50 anos, por Deus, mãe - que irritação de conversa, por Deus. Nataly - Todas as meninas da tua infância já estão todas casadas, muitas delas já com filhos, e tu? Uma solteirona que mora sozinha, só te falta um gato, para realmente seres a encalhada perfeita. Ai que merda de merda de conversa. Emily - Ai mãe, deixa-a, ela é que sabe, é adulta - diz a minha irmã. Graças a Deus, há alguém com neurônios no sítio. A minha irmã é mais nova do que eu quatro anos, ela tem 27 anos e eu 31 e a minha mãe acha que já passei do prazo de validade por ainda não ter casado, sinceramente, que estupidez. Emily casa no próximo sábado, teve muita sorte, Jason é um autêntico gentleman, é bondoso, carinhoso, muito bonito, muito amigo e eu adoro o meu cunhado. Ele é muito bom para a Emily, e isso é o mais importante. Nataly - Mas tu estás a ouvir? A minha mãe tira-me dos meus pensamentos. Mia - Sim mãe - que mentirosa que eu sou, mas é por uma boa causa, de certeza que ainda estava a falar de como eu sou uma encalhada, e mais uma data de baboseiras. Não tenho paciência. Nataly - Mas afinal, vais contar o que se passou contigo e com o Damien, ou não? Santa pechinica, outra vez? Mia - Já te disse que as coisas não funcionaram, ele começou a ficar muito ciumento e impulsivo, dei um basta antes sequer que ele pensasse que eu era propriedade dele. Nataly - Realmente, nem sei porque ainda me surpreendo contigo. Ciumento, impulsivo, tu é que és uma esquisita, não existe homem perfeito Mia - ela diz, como se fosse a mais experiente do mundo. Mia - Eu sei que não existe homem perfeito mãe, não sou nenhuma tosca, não sou é obrigada a estar com uma pessoa que só é bom para os de fora, Damien tornou-se insuportável e não vou falar mais sobre isso mãe. Emily - Eu amo vocês duas, mas se vão continuar com essa discussão, eu vou embora. Que baixo astral, céus. Sim, realmente não valia a pena, a minha mãe, o meu pai e toda a minha família chata, só me largariam com este assunto quando realmente eu estivesse casada, coisa que eu não via acontecer nos anos mais próximos, então até lá, iam continuar a azucrinar a minha pessoa, e eu seria sempre a encalhada da família.
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