As horas demorava a passar tanto para Álvaro quanto para Ayla. Ao chegar à casa Ayla se segurou para não chorar na frente do filho. Ela deu banho em Allan e depois que Márcia fez uma sopa deu a filho que comeu pouco, não demorou muito para o filho dormir.
Então Ayla seguiu para sala e lá estava sua amiga esperando e nesse momento ela pode desabar no choro no colo de Mari.
Mari: Não fica assim, Ayla..... tentava consolar a amiga,mas sabia que ela estava magoada e com razão.
Ayla: Eu não estou conseguindo entender o Álvaro, uma hora estamos bem ele diz que ela não significa nada é no outro dia ele a defende.
Mari: Eu também não consigo entender, mas não chora não vale a pena.
Ayla: Eu sinto que vou perdê-lo então o choro se intensificou.
Mari: Claro que não, ele pode ter sido um i****a hoje,mas ele te ama.
Ayla: Ele faz coisas contrárias quando está com ela.
Mari: Vai ver juntou o fato do filho está doente e ter feito uma cirurgia logo cedo ele estava de cabeça quente.
Ayla: Eu realmente espero que seja isso.
Mari: Se acalma, tome um banho se alimente com ele chegar vocês conversam com calma.
Ayla: Você tem razão. Disse e secou as lágrimas. - mas vou fazer isso pelo Allan não quero que ele me veja chorando.
Mari: Você está certa, pense no filho de vocês.
Ayla: Sim, amiga.
Depois disso Ayla seguiu o conselho de Mari, após um banho relaxante elas comeram juntas, depois assistiram a um filme e toda hora Ayla verificava a temperatura do filho.
Nesse tempo Álvaro ligava para casa e em todo tempo era Márcia quem atendia, na verdade ele não ligou uma vez sequer para o celular dela, só para o número de casa e Márcia sempre dizia depois o que ele falou, a verdade era que ele perguntou somente como estava o filho em nenhuma vez perguntou por ela ou quis falar com ela. O que a deixou mais magoada.
Ayla esperava no quarto a hora em que Álvaro fosse chegar, mas já passava da hora que ele costumava chegar e isso a atormentava, ela já reprisava na cabeça o que aconteceu da outra vez que ele demorou a chegar em casa. E uma angústia começou a tomar conta de si, com medo que o marido estivesse com Virgínia novamente. Ela foi ficar com filho para assim diminuir um pouco a dor que estava sentindo.
Por outro lado Álvaro não conseguiu se concentrar a tarde toda no trabalho, pensava no filho e ligou para casa diversas vezes, na verdade ele até queria ligar para esposa ouvir a voz dela, mas sabia que ela não estava bem, mas ele não viu nada demais em sua atitude, o que acontecia era que desde que Virgínia voltou sua vida estava uma confusão ele estava de saco cheio de tantas brigas tanto entre ele e Ayla quanto com as meninas, ele só queria um dia de paz.
Quando deu a hora dele sair já estava guardando suas coisas quando Erick e Dina entraram na sua sala.
Erick: Ei, Dr. Herrera. Disse foi abraçar o amigo.
Álvaro: A que devo a honra de você um advogado tão importante vir me ver? Riu
Erick: Oras, não posso ver meu amigo?
Álvaro: Claro.
Erick: Vim buscar minha esposa e aproveitei para te ver, na verdade já soube de tudo.
Álvaro: Imaginei. Olhou para Dina.
Dina: Nem me olhe assim, eu e meu marido não temos segredos.
Erick: Na verdade eu cheguei aqui e ela estava cuspindo fogo pedi que me contasse o que tinha acontecido e bem ela contou.
Álvaro: Veio me criticar também?
Erick: Não, embora ache que você está ferrado quando chegar. Riu
Álvaro: E eu não sei. Suspirou
Dina: Olha Alvaro, eu não falo as coisas para o seu m*l, só que eu vejo a situação de fora e sinceramente não consigo te entender, meu medo é que você faça um besteira e depois se arrependa.
Álvaro: Se vocês estão com medo que eu vá trair a Ayla, fiquem seguros eu não vou trair minha mulher, eu a amo.
Dina: Então cuidado com sua aproximação com Virgínia.
Álvaro: Eu só não quero esse clima pesado no meu local de trabalho, ela vai trabalhar aqui e infelizmente não tenho como barrar isso, mas não quero confusões toda vez que vocês se encontram.
Erick: Eu entendo, Cara.
Dina: Tudo bem, eu não vou mais implicar, mas não dê motivos para a Ayla se sentir insegura quanto ao que você sente.
Álvaro: Pode deixar, eu vou conversar com ela.
Erick: Uma dica, compre um ramalhete de flores para ela, leve um bom vinho para relaxarem e tenham uma noite quente. Riram
Dina: Erick!
Erick: Bom já vamos.
Álvaro: Tudo bem e siga seu próprio conselho tenham um noite quente. Gargalharam.
Erick: O que acha que eu tinha em mente quando dei o conselho. Sorriu malicioso e Dina ficou vermelha de vergonha.
Álvaro: Andem logo, vão embora . Sorriu
Erick: Em breve venho aqui com seu afilhado.
Álvaro: Espera..... disse surpreso- Di, você...está grávida?
Dina: Não
Erick: Ainda não
Álvaro: Eu estou feliz por vocês de verdade. Disse e sorriu
Dina: Obrigada
Erick: Em breve mais um moleque para a gente correr atrás
Álvaro: Ou uma princesa pra cuidar e brincar se boneca. Sorriu para o amigo.
Erick: Já falei com Di, vai ser um garotão e parecido comigo, vocês vão ver.
Dina: Mas pode ser uma menina também parecida com você.
Erick: Dina, nós já...foi interrompido por Álvaro que viu o Olhar de preocupação de Dina.
Álvaro: Mas até lá vamos esperar né, a Dina precisa ficar grávida primeiro .
Erick: Sim, mas em breve eu e meu filho, você e Allan estaremos no estádio juntos para assistir o Pumas.
Dina: Vamos?
Erick: Sim, vamos.
Então eles se despedirem de Álvaro e saíram do hospital, enquanto na sala Álvaro ainda estava preocupado com a reação do amigo, ele queria um filho homem isso poderia ser um problema se viesse menina, ele pensava que se quando a Ayla ficou grávida fosse uma menina ele iria amá-la do mesmo jeito, inclusive se fosse parecida com a mãe. A ideia de ter uma filha que se parecesse com sua mulher o agradou, ele sabia que a esposa queria mais um filho, mas ele tem uma carreira e eles foram pais cedo.
Alvaro: Quem sabe daqui a alguns anos. Disse para si mesmo e saiu da sala. Ao chegar no corredor ele ouviu a voz e praguejou por não sair mais cedo. Ele suspirou e deu meia volta .