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1310 Palavras
Omar Bazzi narrando Após aquela garota sair de dentro do pátio do desmanche, eu olho para trás vendo meu tio Mohammed. - Omar, quem era ela? – ele pergunta – Jornalista? – ele se aproxima de mim – era sobre seu pai que ela queria saber? - Sim é uma jornalista, mas pode deixar que ela não vai ir atrás de nada – eu falo. – Eu já a expulsei daqui. - Em todos os anos, essa foi a primeira vez que um jornalista chega tão próximo da agente – ele fala – ousadia ela vir até aqui, não acha? - De qual revista ela é? – Meu outro tio Said pergunta. - Ecos – eu respondo. - Vamos mandar alguém para ficar de olho nela – Said fala. - Eu posso fazer isso – eu falo. - Tem certeza? – ele pergunta - Eu tenho, eu vou atrás dela e fico de olho ela – eu falo e ele assente. Essa garota está com os dias contados e ela parecia ser uma ótima profissional. - Mas não podemos ter uma jornalista aqui – Mohammed fala. - Alguém está querendo publicar algo, deve ser o dono da revista Ecos. – eu falo. - Eu vou descobrir quem é e dar um recadinho para essa revista – Said fala . - A identidade do meu pai é o que alimenta esse grande mistério, o local que expor ele e conseguir revelar a identidade dele, tem o caminho direto para o sucesso – eu falo. - E para morte também – Said fala e e sorrio. - Olha isso – Mohammed pega a caixa e tira as armas. - Fez o trabalho direito Omar – Mohammed fala – vai deixar seu pai orgulhoso – ele bate nas minhas costas. Meu celular toca e era meu pai. - Oi Pai – eu falo assim que atendo. - O carregamento como está? – ele fala sem ao menos me dar oi. - Já estão subindo para o caminhão – eu falo. - Segura o carregamento. - Por quê? - Estou indo para o Afeganistão e quando eu voltar você vem comigo. - Eu vou com você? – eu pergunto. - Está na hora de você começar a ficar aqui, você é o meu herdeiro – ele fala. – me espera que vou ao seu encontro. - Ok pai – eu falo para ele. – Irei fazer isso agora mesmo. – Eu falo largando a ferramenta que tinha na mão. - As armas estão impecáveis? – ele pergunta. - Estão, sem nenhum dano. – Eu falo – eu disse para você que faria o meu trabalho com êxito, peguei a carga que iria para o exército britânico e trouxe para cá com total segurança. - Quantas mortes teve? – ele pergunta. - Quatro soldados britânicos morto e nenhum soldado nosso morto – ele fala e eu espero que ele falasse algo sobre o êxito da operação. - Eu me preocupo com essa jornalista indo até aí porque a carga ainda está aí – ele fala – resolva isso o quanto antes. - Pode deixar – eu falo e ele desliga o telefone. Eu encaro a chamada se desligando e coloco o celular no meu bolso. Eu fazia tudo para ter o reconhecimento dele e muito pouco tinha. Eu pego o endereço da jornalista e entro dentro do meu carro, eu olho para a pensão que ela morava e nesse momento eu já sabia até a onde era o seu quarto. Eu entro no prédio da frente e fico em um local estratégico que eu conseguia ver seu quarto, pegou os meus binóculos quando vejo ela entrar e falar com uma senhora que gritava para ela entrar logo na pensão. Não demorou muito para entrar no quarto, ela começa a tirar a sua roupa, ficando apenas com a camiseta longa que tampava suas pernas, ela entra dentro de uma porta e vejo que a luz da janela do banheiro se acende, fico ali esperando ela voltar para ver o que ela ia fazer, ela demora. - Não acredito que estou de baba dessa jornalista – eu falo para meu tio Said no telefone assim que ele me atende. - Nada? – ele pergunta. - Ainda nada, está no banho – eu pergunto – ela não irá trazer problemas. - Fica de olho, ela tem informações na mão dela, ela entrou no banco de dados não sabemos que informações ela conseguiu – ele fala. - Isso aqui está um saco – eu falo e a porta do banheiro se abre e ela estava nua. - Você precisa ficar de olho nela – ele fala enquanto eu a encarava nua andando pelo quarto, ela começa a passar o creme corporal pelo seu corpo e começa dançar alguma música que ela coloca. – Você está me entendendo Omar? – eu não tinha escutado nada que ele tinha falado antes, apenas encarava ela. – Omar você está aí? - Relaxa, as coisas aqui estão bem interessante – eu falo para ele – qualquer coisa eu te ligo – eu desligo o celular e deixo ele em cima do recuo da janela. Seguro com as duas mãos os binóculos para não perder nada. Eu fico ali observando ela, até que ela se vira para a janela e vejo em seu rosto o espanto que ela tomou quando me viu a observando, eu não me movo, não faço nada, continuo da mesma forma porque assim ela não vai ver o meu rosto. Ela anda até a janela lentamente e fecha as cortinas, eu me viro baixando os binóculos e saindo do prédio. (..) Eu entro dentro do desmanche e encontro os meus tios sentados. Eles eram o braço direito do meu pai, mas não eram chef de nada e muito menos mandavam em nada, a não ser em mim e isso era um saco de ter que aguentar, mas eu não tinha escolhas. - E aí? – meu tio pergunta – O que você descobriu? - Nada – eu falo para eles – a garota está dormindo. Achem alguém para acompanhar ela de dia, eu só vou ficar lá na parte da noite, de dia tenho muita coisa para fazer para o meu pai. – Eu subo as escadas e não escuto a resposta deles. Eu entro dentro do banheiro e fico pensando naquela garota, com 1,60, cabelo castanho e longo, sua pele branca, seus traços delicados, corpo definido, fico pensando em cada parte dela. Era uma pena que ela tinha se metido onde não deveria e que agora nem eu e nem ninguém poderia evitar o seu destino. Eu acordo de manhã cedo e vejo um dos nossos funcionários do desmanche mexendo nas caixas. - O que você está fazendo? – eu falo pegando a a**a da minha cintura. - Estava organizando as coisas e acabei achando essa caixa aberta – ele fala. - Você não viu nada – eu falo para ele – agora sai se você tem amor a sua vida. Ele sai correndo. Meu telefone toca e era meu pai. - Fala – eu falo. - A jornalista foi vista na frente da casa da sua vó - ele fala. - Você está falando sério? – eu falo. - Eu a quero viva, eu não quero ela morta – ele fala. - Por que você a quer viva? – eu pergunto. - Eu tenho planos para ela, ela vai gostar dos planos que eu tenho. – Ele diz com um ar misterioso. - Você quer que eu a leve para ai? – eu pergunto. - Ainda não – ele fala. – Espera, vamos ver até a aonde ela pode chegar. Vamos dar corda para ela se enforcar. Eu fico sem entender os motivos do meu pai , mas respeito e apenas concordo. Eu iria ficar de olho nela.
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