O loft de Ângelo estava mergulhado em tensão. O silêncio ali era tão denso que parecia que o ar vibrava. O corpo amarrado de Edgar Alan Poe, o Aranha, parecia pequeno, patético, naquela cadeira de ferro. À volta dele, o poder reunido dos Wessex e dos Salermo: homens endurecidos pela vida, forjados em batalhas que ninguém ousava registrar. Rudolf Wessex deu uma tragada calma no seu charuto, soltando a fumaça devagar, como se tivesse todo o tempo do mundo. Seus olhos cinzentos, frios como aço, estavam fixos em Edgar. Romulo Salermo estava parado ao lado da janela, braços cruzados, a sombra cobrindo o rosto. Remo apoiava-se casualmente contra a parede, mas seus olhos não piscavam. Declan, Keilan, Demetrius, Louvatel, Alferes — todos estavam ali, como uma muralha viva. Calíope e Eleni senta

