O vento cortava as ruas de Oxford naquela tarde acinzentada. Estudantes saíam apressados das salas, buscando o calor dos dormitórios ou dos cafés próximos. Eleni Wessex, distraída, ajeitou a mochila nas costas e ajustou o fone de ouvido, o caderno de anotações preso contra o peito. Ela estava sorrindo para si mesma, pensando nos planos para o fim de semana, quando sentiu um calafrio subir pela coluna. Algo errado. Instintivamente, olhou para a frente. Ali, parado ao lado da entrada principal, Edgar Alan Poe — conhecido entre os poucos que ousavam falar seu nome como Aranha — a esperava. O rosto dele, antes sempre escondido atrás de um sorriso falso, agora mostrava algo diferente: determinação fria. — Eleni! Espera, precisamos conversar! — chamou ele, avançando alguns passos. O estômag

