Bia não sabia como se sentia nos últimos dia, Swall vivia entre ela e Endrew, eles não conversavam sozinhos. Swall era sempre o ultimo a dormir e o primeiro a acordar, uma parte dela agradecia, pois não ouve momentos embaraçosos entre eles, outra o odiava pois seu poder a consumia por estar perto e não pode-lo tocar, mas um outro sentia injustiçado, era visível por que Swall estava fazendo isso, ele não confiava seu amigo a ela. O que ela achou bem paranoico da parte dele, afinal, o que poderia acontecer?
Decidida a tirar essa historia a limpo ela vai em direção onde os amigos estão conversando, sei que as coisas vão ficar feias, mas se eles vão ajudar a resgatar meus pais, precisamos estarmos sem ressentimentos, não pode haver falhas na hora do resgate:
- ok Swall, tenho uma duvida, por que você me odeia tanto?
- por que eu te odeio? serio? já viu seu ego garota, o mundo não gira em torno de você, talvez eu só não vá com a sua cara, uhh... foi m*l estragar sua ilusão princesinha, mas as pessoas não são obrigadas a te amarem.
- Tem razão elas não são, mas há diferença entre não me amar e me odiar, essa diferença fica clara em você, desde o segundo que me viu e me esculachou - Endrew foi falar algo, mas o calei - não fala, já interviu a vez passada e eu deixei, mas estamos perto de salvar meus pais, não posso e não vou correr o risco de você me trair, e meus pais acabarem mortos, não posso perde-los.
os dois se olham como cumplices de um segredo, então Endrew sai dizendo algo do gênero ´´ vou deixar vocês se resolverem sozinhos, se não, vou acabar matando vocês dois ´´, já Swall olha-me com mais desprezo do que nunca.
- Quer saber a verdade, terá ela, Endrew esta aqui de boa, ate agora fez tudo por você, não entendo o sentimento que o levou a isso, mas eu não, não vou me tornar amigo e confidente a filha da mulher que matou meu padrinho, o pai do Endrew, sabia garota que ele demostrou piedade, ele ofereceu sua mão, salvou a sua mãe, ele achou que poderia ser o herói e mudar a historia, a levou para uma vila do clã, curou ela, quando estava com a ferida sarada sua querida mãe o matou pelas costas, depois colocou fogo na vila inteira. A v***a, não melhor, a assassina matou todos que ofereceram piedade a ela, cada um deles morreu por confiarem na sua mãe, não vou deixar Endrew cometer o mesmo erro.
- Mentira..... mentiras..... mentiras. Isso é tudo o que você sabe contar, minha mãe não faria isso, ela o matou sim, mas era inevitável ou isso ou ele a mataria, era questão de sobrevivência.
- questão de sobrevivência assim como é com o Endrew. você vai tentar mata-lo, você vai trai-lo, por que esta no seu sangue.
- Eu não vou trair o Endrew, é diferente dessa vez, entre eu e ele as coisas não vão ser assim.
- o que vai mudar, quando se escolhe entre vidas, alguém morre.
- não ele.
- Por que?
- por que eu o a...
Nunca terminei a frase, pois nessa hora areia foi espirada na minha cara, viro a cabeça para uma analise rápida quando vejo seres feito de areia, essa não é a melhor definição, não eram seres, era a própria areia que na forma de uma figura macabra estava me atacando. No mesmo segundo uma rajada de vento bate nele, entretanto esse volta a reconstruir-se, uma onda os ataca e eles se regeneram, eu estava paralisada quando vejo uma dessas criaturas ao alcance de minha mão reajo, essa como uma tocha vai direto para o centro do peito da coisa e ela desintegra, Swall e Endrew sabendo o que deveria fazer começam a prender as criaturas uma a uma e eu ai desintegrando-as. Estávamos lutando em uma sintonia inacreditável, parecia uma dança, eles levantavam o ser e eu deslizando no meio deles, novamente percebi meus sentidos aprimorados, estava em meio a um pequeno exército, mas eles não me pegavam, seus movimentos pareciam lentos e suas ações previsíveis. ate que eles começam a se juntar formando uma espécie de rei monstruoso da areia ele levantou em um super tamanho e cada um de nos passou a atacar, não alcançávamos seu peito, então lançamos rajadas de poder em suas pernas, mas ele se curava, suas mãos desciam em socos imprevisíveis, fortes e letais, já estávamos ofegantes quando Endrew disse para Swall nos levantar e nos o atacarmos juntos, sabia que iria tirar muito de Swall, pois já era difícil para ele voar, imagina levantar duas pessoas mas ele o fez, em um piscar de olhos Endrew e eu estávamos flutuando, desviamos com dificuldade de mais alguns golpes, canalizamos nosso poder eu no peito, ele na cabeça, e soltamos o monstro deu um grito agudo e se desfez em lama, enquanto nos caiamos bruscamente já que Swall havia nos largado e desmaiado de exaustão nesse momento .
- precisamos sair daqui.
- sim precisamos.
Meio apressada coloco Swall nas costas e nos dois começamos a caminhar, não entendia por que mas tinha a sensação que aquelas coisas não estavam exatamente mortos, em uma altura do caminho dei a bela adormecida para Endrew para podermos continuar, ele parecia saber onde iriamos, seguiu um único caminho sem hesitar, subimos uma montanha o sigo para dentro de uma caverna e me deparo com a paisagem mais bonita do mundo, o lago, as plantas, pareciam tesouros imortais, colocamos Swall no chão e começo a mexer em sua ferida adquirida durante a luta que apenas aumentou com o esgotamento de seu poder, lavo bem para não infeccionar, na minha bolsa tinha uma agulha e linha que eu sempre levava junto para ajeitar as roupas que Lara vivia rasgando, peguei-a e costurei a ferida. Depois disso nosso único objetivo era espera-lo acordar, o que não demorou muito para acontecer. Cumprimentei-o com uma saudação nada rancorosa.
- Bem vindo de novo ao mundo dos vivos.
Acho que ele vendo que escapou do pior deu uma risada, a primeira verdadeira dele, e abraçou o Endrew como se para confirmar que tinha mesmo escapado.