Eu estava deitada na cama de Bruno enquanto ele ficava no chão. A sua cabeça estava apoiada no colchão e sua mão entrelaçada com a minha. Já o chamei para deitar ao meu lado, mas ele achou que era melhor ficar longe já que estamos sozinhos em seu quarto. Quem sou eu para discordar? Eu sei como a gente pode perder o controle. Estamos vendo um documentário sobre como as leoas caçam para seus filhotes. É estranho, mas interessantes. — O que iremos fazer sábado? Bruno interrompe o confortável silêncio. — Eu não sei. Talvez eu faça um bolo de brigadeiro, só porque eu gosto, e então a gente pode colocar uma vela nele e cantar parabéns. — Parece sem graça. Você já foi tão mais animada para seu aniversário. — É... deve ser a idade chegando. — Tem razão. Você está velha. Uma vovozinha. —

