— Bruno! Ai, meu Deus!! Ele continua forçando o ar para os pulmões e faz uma careta ao som de minha voz. Como se ela estivesse lhe causando dor. Uma de suas mãos vai até a cabeça e ele a segura. Minhas próprias mãos estão tremendo. Diminuo meu tom de voz, tentando não incomodá-lo. — Vou... não sei. Vou chamar uma ambulância, acho. Isso. Vou chamar, ta bom? Só... não pare de respirar. Eu já volto, tá bem? Eu começo a dar relutantes passos para longe dele, sem nunca desviar meu olhar. Mas antes que consiga me afastar muito, ele estica o braço e me segura. Não há qualquer força em seu aperto e isso me deixa um pouco mais apavorada. Entendo que ele está pedindo para que eu pare então obedeço. — O que foi? — pergunto agitada— Quer alguma coisa? Quer que eu traga alguma coisa? Me fala. El

